PJM 2018

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Ad Libitum

Estudos sobre o bandolim

Autor: Moema Macêdo Moreira

15 set 2018

Última atualização: 27 nov 2018


 

Em busca de ser mais: o caso da Orquestra Portuguesa de Guitarras e Bandolins

 

Resumo

Esta dissertação compreende um estudo de caso sobre a Orquestra Portuguesa de Guitarras e Bandolins (OPGB), orquestra de plectro sediada na cidade do Porto, formada por músicos “profissionais”, estudantes e músicos não profissionais, com diferentes proficiências musicais.  A partir do trabalho de campo, sobretudo com a minha participação como bandolinista da orquestra, a presente dissertação analisa o espaço relacional gerado à volta das atividades da OPGB e o papel diferenciado de indivíduos músicos como António Vieira.  A investigação, sob enfoque etnomusicológico, teve como objetivo principal perceber o impacto do fazer musical face-a-face na vida social local, argumentando que a prática musical gera contextos relacionais de partilha de conhecimentos e de utopias e que, em certos casos, constitui-se como um laboratório local da vida social. O estudo revelou que o ensaio, “lado oculto” da performance pública, constitui-se como um contexto relevante para o desenvolvimento dos músicos, proporcionando a construção e partilha de diferentes saberes. Para além disso, esta pesquisa revelou que através de suas práticas a OPGB redireciona percursos profissionais, musicais e pessoais de seus participantes configurando-se como um contexto gerador e um espaço simbólico do bem-estar de todos os envolvidos.   
 

Abstract

This dissertation comprises a case study about the Portuguese Guitars and Bandolins Orchestra (OPGB), a plectrum orchestra based in the city of Porto, formed by "professional" musicians, students and non-professional musicians with different musical proficiencies. From the field work, especially with my participation as a bandolinista of the orchestra, this dissertation analyzes the relational space generated around the OPGB activities and the differentiated role of musicians such as António Vieira. The ethnomusicological research aimed to understand the impact of face-to-face music in local social life, arguing that musical practice generates relational contexts of sharing knowledge and utopias and, in certain cases, constitutes as a local social life laboratory. The study revealed that the rehearsal, "hidden side" of public performance constitutes a relevant context for the development of musicians, providing the construction and sharing of different knowledge. In addition, this research revealed that through its practices OPGB redirects the professional, musical and personal paths of its participants as a generating context and a symbolic space for the wellbeing of all those involved.

 

 

"Estudos sobre o bandolim"


"Estudos sobre o bandolim" é um sub capítulo da Dissertação de Mestrado de Moema Macêdo Moreira, intitulada "Em busca de ser mais: o caso da Orquestra Portuguesa de Guitarras e Bandolins".
Neste sub capítulo a autora propõe-se a fazer uma revisão da literatura sobre o instrumentos musical bandolim.


 
Considerando que o bandolim é um instrumento que integra práticas musicais em distintas partes do globo, iniciei a pesquisa bibliográfica com a consulta da entrada “Mandolin” do The New Grove Dictionary of Music and Musicians, assinada por James Tyler (2001) e Paul Sparks (2001). Os autores centram-se nas características organológicas e na história do instrumento no contexto europeu e americano (Brasil, Estados Unidos da América), datando a sua origem em Itália no século XVII (Tyler 2001, Sparks 2001). Tyler (2001) e Sparks (2001) consideram que se trata de um instrumento em formato de pera com fundo abaulado, apesar de também existirem modelos com o fundo plano, predominando o modelo com quatro cordas duplas dedilhadas ou tangidas por um plectro ou pena (Tyler 2001, Sparks 2001). Segundo os autores, o bandolim ao longo dos séculos foi alvo de processos de transformação, tendo sido redesenhado e sofrendo modificações tanto na designação, como no número e material das cordas, afinação, formato e tamanho (Ibid.). Os autores sublinham a dimensão transnacional que o instrumento conquistou ao longo dos séculos. Relativamente à Europa, os autores destacam dois modelos de bandolim que foram predominantes em meados do século XVIII, designados mandolino ou mandola e mandolino napolitano. 
 
No que concerne ao bandolim napolitano, desenvolvido em 1740 em Nápoles com quatro cordas duplas, Tyler (2001) e Sparks (2001) sustentam que devido ao facto de a sua afinação ser idêntica à do violino – ‘e, a, d, g’- se ter tornado accessível a músicos não especializados, justificando assim a grande popularidade que conquistou na Europa. Neste século, o bandolim marcou presença na orquestração de óperas. A edição, neste período, de inúmeros métodos de aprendizagem contendo informações técnicas detalhadas, contribuiu também para a sua popularização. O instrumento, foi redesenhado em 1835 por Pasquale Vinaccia e recebeu cordas de aço que permitiam maior tensão. Esta transformação conduziu à substituição do antigo plectro de pluma de avestruz ou galinha por um plectro feito de material extraído do casco de tartaruga. Neste século, os autores identificam em Itália uma mudança nos contextos performativos, sustentando que progressivamente o bandolim desapareceu das salas de concerto e das salas de ópera ao mesmo tempo que ganhou nova expressão na prática musical de salão das classes média e alta. Esta nova dinâmica justifica a composição de repertório original a partir de 1880. 
 
Ainda no século XIX, segundo os autores, ganhou expressão no contexto popular no sul da Itália. No século seguinte, o bandolim tornou-se um instrumento largamente popularizado na Europa (conquistando um papel central na música folclórica Irlandesa) e no continente americano (onde foi bastante utilizado em contextos populares como o Blue Grass nos Estados Unidos, o Choro no Brasil). No que se refere à Europa, os autores identificam a partir da I Grande Guerra a constituição de orquestras de bandolins na Alemanha, França e Grã-Bretanha, constituídas por músicos amadores. Na entrada “Mandolin” não existem referências à presença do bandolim em Portugal. Todavia, a pesquisa bibliográfica que efetuei revelou a sua presença em diferentes contextos musicais e períodos históricos.
 
No Diccionario De La Música Española e Hispanoamericana, na entrada Mandolín assinada por Rúben Pérez Bugallo, o instrumento é abordado em contexto argentino e teria sido levado para a Argentina por imigrantes italianos. O autor realça algumas características organológicas e o enquadra em contextos populares como a mazurka e a polca. Os bandolinistas, segundo Bugallo teriam permanecido apenas em Buenos Aires e La Pampa y Salsa após a deterioração dos instrumentos primitivos. Em Santiago del Estero, onde mantém vigência é usado em repertório de raiz tradicional juntamente com o violino podendo ser acompanhado por guitarra e bombo. O termo Mandolín seria utilizado pela população crioula (Bugallo 2000).
 
Ainda no mesmo dicionário, a entrada Mandolina refere-se ao mesmo instrumento, mas chamado desta maneira pelos descendentes imigrantes e classificado como cordofone de várias ordens bastante difundido na América Hispânica. Salvador Marroquín, responsável pelo artigo no contexto de El salvador também se centra em características organológicas e acrescenta que o bandolim provavelmente foi um dos primeiros instrumentos musicais trazidos da Europa. No século XX foi muito utilizado em bailes tradicionais populares juntamente com a guitarra (Marroquín 2000).
 
No Uruguai, a autora Maria Leonor Ilarraz aborda o instrumento baseada em textos escritos no século XVIII por Antoine Pernetti que descreveu costumes dos habitantes de Montevideo até 1764. Esses textos referem os contextos em que o instrumento era usado, sobretudo por mulheres que ao receberem visitas em suas casas cantavam e tocavam vários instrumentos, entre eles o bandolim. No final do século XIX e inicio do século XX, o instrumento tornou-se bastante popular no país e vai ser integrado em vários contextos musicais, dentre eles duos, em conjuntos ao lado de guitarras e violinos, como acompanhante em serenatas, entre outros. (Ilarraz 2000).
 
O último artigo sobre o instrumento no dicionário é escrito pelo autor Israel Girón Martínez. O autor acrescenta os contextos em que o bandolim aparece na Venezuela, sobretudo junto com a guitarra, com o quatro e com as maracas, formação que compõe o instrumental básico de vários estilos musicais, como galerones, joropos, jotas, dentre outros. (Martínez 2000).
 
São escassos os estudos académicos sobre o bandolim em Portugal. Identifiquei três publicações que abordam este instrumento: o livro já com três edições intitulado Instrumentos Musicais Populares Portugueses, de Ernesto Veiga de Oliveira (datas 1966, 1982, 2000), a Enciclopédia da Música em Portugal no século XX (2010), coordenada por Salwa Castelo-Branco e a publicação A Madeira e a Música: estudos (c. 1508 – c. 1974), coordenado por Manuel Moraes. No estudo realizado por Oliveira, o autor faz um enquadramento do bandolim no universo das tunas constituídas “essencialmente por cordofones” (1982, 227). Talvez por considerar que estes conjuntos instrumentais eram constituições “pouco típicas e sem valor tradicional nem carácter regional definido” (Ibid.), o autor não dedicou um estudo a este instrumento (ao contrário do que fez relativamente a outros como o cavaquinho ou a viola). Relativamente ao bandolim, o autor apenas refere os contextos em que foi integrado, os elementos da família de instrumentos a que pertence e a afinação. Por sua vez, na entrada “Bandolim” da referida Enciclopédia da Música em Portugal no século XX, João Ricardo Pinto fornece alguns dados relativos à organologia do instrumento, já referidos no estudo anterior de Ernesto Veiga de Oliveira, e aos contextos musicais em que foi tocado ao longo desse século sustentando que se trata de um instrumento “usado em diferentes contextos musicais” como tunas, grupo de tocadores informalmente organizados, orquestras típicas, ranchos folclóricos, grupos de pop-rock (Pinto 2010, 119-20).
 
O estudo sobre a música na Região Autónoma da Madeira entre os séculos XVI e XX, coordenado por Manuel Morais (2008), fornece alguns dados históricos específicos sobre o bandolim: o primeiro, na transcrição de um relato de serenatas realizadas com violas e bandolins observadas por uma jovem inglesa que viajara até à Madeira; o segundo na publicação de fotografia feita em estúdio em 1897 de um conjunto de instrumentos no qual podemos ver à esquerda, em cima, um bandolim. No capítulo “Grupos Musicais Madeirenses entre 1850 e 1974”, Manuel Pedro S. Freitas (2008) explora os agrupamentos musicais que existiram nesse período. Segundo o autor, apesar da importância sociocultural dessas coletividades musicais madeirenses, a vida e história desses agrupamentos, tem sido abordada muito superficialmente. O autor justifica essa lacuna com a dificuldade em se ter um registro preciso dessas coletividades devido à escassez de fontes, muito limitada às notícias publicadas nos periódicos locais e a uma ou outra fotografia preservada. Segundo o autor, muitos grupos da época ficaram fora desses registos. 
 
Apesar da falta de documentação histórica sobre a atividade musical o autor revela a existência de diferentes orquestras de bandolins na Região Autônoma da Madeira, nas primeiras décadas do século XX, ao publicar fotografias de associações e coletividades como o Grémio Musical, o Recreio Musical, a Sociedade Recreio Grupo Musical, o Núcleo Bandolinístico ou Grupo Bandolinístico. Nestas fotografias podemos identificar vários instrumentos da família do bandolim integrados num grupo ou orquestra (Freitas 2008). Já no capítulo “Recreio Musical União da Mocidade”, Eurico Martins (2008) dá a conhecer a Orquestra de Bandolins da Madeira, que desde 1913 até à data da edição do livro, participa na vida musical local, tendo contribuído, na perspectiva do autor, para a divulgação da centenária tradição bandolinística através de concertos anuais – mais de 50 apresentações públicas anuais – e dos projetos na área do ensinoaprendizagem do instrumento. 

Efetuei uma pesquisa na Internet nos repositórios das universidades de Portugal e do Brasil, a partir das palavras chave “orquestra de bandolim” e “orquestra de plectros” e “bandolim”, tendo obtido resultados relativos apenas a estudos sobre o instrumento musical bandolim, que analisarei mais adiante. Identifiquei duas teses de doutoramento, uma dissertação de mestrado e um Projeto de Intervenção Pedagógica realizado também no âmbito do mestrado.
 
Na tese de doutoramento La influencia técnica del Violín sobre la Mandolina napolitana del siglo XVIII: fuentes históricas y experiencia interpretative. El proceso de recreación de la Sonata a mandolino solo e basso de Giovanni Battista Gervasio (17251785), Pedro Chamorro (2016) desenvolve uma perspectiva histórica do instrumento enfatizando a relação de dependência das técnicas performativas, relativamente às do violino. Chamorro oferece ao leitor um panorama da história do bandolim e uma síntese das escolas e tratados de violino e bandolim no século XVIII, de modo a comprovar a possível influencia técnica e as diferenças existentes entre ambos os instrumentos. O autor faz um apanhado sobre as diversas classificações de instrumentos desde a Idade Média até o século XX, referindo autores como o alemão Curt Sachs e o austríaco Erich von Hornsbostel, como também situa o contexto social, histórico e das artes em geral na Europa. O autor também propõe esclarecimentos relativos à terminologia do bandolim.
 
Na tese de doutoramento de Paulo Sá (2005), A escola italiana de bandolim e sua aplicabilidade no Choro, o autor desenvolve sua investigação nos diversos estilos interpretativos relativos ao choro tocado no instrumento bandolim no Rio de Janeiro. Motivado pela falta de informação sobre a técnica e história do bandolim, Paulo Sá divide seu trabalho em três partes: A primeira, intitulada O bandolim e a palheta: a história de um casamento e o surgimento de duas escolas, oferece ao leitor um panorama geral para o desenvolvimento físico e sonoro do bandolim, como também informações sobre a história a respeito da técnica da palheta, nomeadamente a palhetada. O autor defende a existência do que considera ser uma “escola Francesa” e uma “escola da Italiana”, como correntes contrárias onde o foco na técnica da mão direita caracteriza sua principal diferença. 
 
Na sua óptica, a escola Francesa teria surgido na segunda metade do século XVIII, por aproximação à afinação do violino, recorrendo inclusive aos mesmos métodos de ensino. A escola italiana, em contrapartida, apesar de reconhecer as semelhanças entre os dois instrumentos, desenvolve a técnica da mão direita, contribuindo assim para definir as especificidades do bandolim. O autor centra-se também nos instrumentos que teriam estado na origem do bandolim, desde a idade média até o surgimento do bandolim napolitano. Defendendo que essas “escolas” possam ter sido trazidas para o Brasil pelos colonizadores, no final dos séculos XIX e XX. Na segunda parte da tese, intitulada Palhetada: a técnica a serviço da prática interpretativa, o autor centra-se no formato, material de construção, o angulo e direção de ataque da palheta sobre as cordas do bandolim. Paulo Sá avalia o conteúdo técnico nos métodos brasileiros e a sua relação com as referidas “escolas” francesa e italianas. Na terceira parte, Diversidade e Criatividade o autor analisa técnicas utilizadas por bandolinistas do choro no Brasil, sustentando a sua diversidade e criatividade, no âmbito da técnica da palheta. Depois de analisar os recursos interpretativos - trémulos, mordentes e outros ornamentos – o autor sustenta que estes são usado de forma esporádica pelos bandolinistas no choro e que a técnica de palhetada é aprendida e praticada de forma não-sistemática. O autor defende que estes músicos devem adoptar a “escola italiana” no ensino do bandolim, em particular no que se refere à palhetada e à seleção de palhetas.

No Projeto de Intervenção Pedagógica realizado no âmbito do Mestrado em Ensino de Música (Braga), intitulada O Repertório para Cordofones Dedilhados como Fonte de Aprendizagem no ensino das Ciências Musicais: O Caso do Bandolim, David Emanuel Guedes Rodrigues (2016) propõe a divulgação e o conhecimento do bandolim e seu repertório, entendendo este como relevante no contexto da História da Música Ocidental. No primeiro capítulo, "Fundamentação Contextual e teórica", o autor aborda de forma breve a história do bandolim. Em seguida, faz uma listagem de algumas das obras que considera serem valiosas para o repertório do instrumento. Para finalizar o primeiro capítulo, o autor o faz uma abordagem do instrumento em Portugal desde o século XVIII até os dias de hoje. Este primeiro capítulo é estruturado em três secções: "O Bandolim em Contexto", "Repertório para Bandolim" e "O Bandolim em Portugal". O segundo capítulo, intitulado "Contexto Geral de Intervenção", centra-se no Conservatório de Música do Porto, local onde foi aplicada a atividade pedagógica, assim como nas turmas sobre as quais foram efetuadas as observações das aulas e o ensino. O terceiro, dedica-se à "Intervenção Pedagógica" propriamente dita relatando todos os passos desde a observação de aulas ao registro das atividades de participação no local escolhido. O último capítulo, refere-se à "Recolha e Análise de Dados", o foco aponta para os dados obtidos nas situações de observação e de lecionação da disciplina História da Cultura e das Artes e para disciplina de Formação Musical.
 
O compositor e pesquisador Jorge Cardoso (2011), explora em seu trabalho aspectos histórico-sociais e técnicos que na sua óptica influenciaram a formação e estabilidade de uma “Prática do Bandolim Brasileiro”, um instrumento com especificidades organológicas.  Sustenta que esse bandolim, apesar de bastante difundido, carece de estudo no que se refere tanto à sua dimensão física como musical, ou seja, sobre a sua caracterização, os repertórios e contextos em que é tocado. Segundo o autor, o bandolim obteve ao longo da história nomenclaturas e denominações distintas além de diferenças relacionadas com o seu formato e contextos performativos. Desta forma, o conhecimento dos aspectos diferenciadores dos instrumentos ao longo do tempo configura-se como relevante para perceber a gênese do instrumento no Brasil. No segundo capítulo, o autor busca identificar os cordofones que participaram da gênese do bandolim no Brasil, através de diferentes fontes, nomeadamente as iconográficas. O autor ainda contextualiza os modos e práticas do instrumento, abordando o choro, um gênero musical que segundo o autor surgiu no Rio de Janeiro, como resposta à prática de danças europeias no Brasil. É neste contexto que o bandolim foi na sua óptica inserido sofrendo influencias europeias e africanas, mas ao mesmo tempo desenvolvendo características próprias que o diferenciam. No terceiro capítulo, o autor aborda aspectos que contribuíram para a consolidação do bandolim brasileiro. Defende que as rádios e a indústria fonográfica no Brasil foram fatores relevantes para a profissionalização dos grupos de choro. Apesar dos músicos presentes nestes contextos serem exímios instrumentistas, em sua maioria eram amadores e para garantir sua subsistência apresentavam-se em vários locais. Desta forma, as gravações configuraram-se como uma forma de divulgação e promoção do Choro, assim como a participação de bandolinistas influenciou o desenvolvimento de uma forma de se tocar o instrumento.

Os estudos atrás referidos enfatizaram as dimensões organológicas e históricas do bandolim. Já a participação dos instrumentistas de bandolim na vida musical no século XXI é um assunto menos explorado. Esta carência é ainda maior no que se refere à sua participação em formações de orquestra. O meu estudo contribui para esse conhecimento.

 

Bibliografia e dissertação completa aqui.


 

Sobre a autora

Moema Macêdo Moreira é professora de bandolim no Consevatório Pernambucano de Música no Brasil desde 2010 e professora de Música na Escola Municipal Ministro Marcos Freire – Olinda/Brasil desde 2011. Licenciou-se em Música na Universidade Federal de Pernambuco – UFPE em 2005 e pósgraduou-se em História das Artes e das Religiões pela Universidade Federal Rural de Pernambuco – UFRPE em 2006. É Mestre em Música – variante Musicologia pela Universidade de Aveiro – DECA e Investigadora do projeto financiado pela Fundação para Ciência e Tecnologia – FCT intitulado “A nossa música, o nosso mundo: Associações musicais, bandas filarmónicas e comunidades locais (1880-2018)”.
É bandolinista na Orquestra Portuguesa de Guitarras e bandolins desde 2015.

 

Próximos capítulos a serem publicados:

-A Orquestra Portuguesa de Guitarras e Bandolins 
-Aprender música de modo colaborativo: motivação e interação nas práticas da Orquestra Portuguesa de Guitarras e Bandolins  
-Orquestra Portuguesa de Guitarras e Bandolins: um agente propulsor da aprendizagem, profissionalização e transformação social
 
 
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