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20 fev 2020

I Festival Internacional de Música Antiga de Diamantina, Várias - Vários

FESTIVAL INTERNACIONAL DE MÚSICA ANTIGA DE DIAMANTINA – BRASIL

Património Imaterial / Património Material: um diálogo necessário Realizar um festival internacional de Música Antiga numa cidade situada a mais de 1200 metros de altitude, num longínquo e agreste planalto da Serra do Espinhaço, Vale do Jequitinhonha, uma das regiões mais características e enigmáticas do estado de Minas Gerais?

Este é precisamente o desafio e, ao mesmo tempo, a sólida proposta a da empresa brasileira Lira Cultura, a ser concretizados sob os auspícios do Ministério da Cultura e com o patrocínio master do BNDES – Banco de Desenvolvimento do Brasil.

A cidade de Diamantina, Património Mundial segundo a UNESCO, desenvolveu-se ao longo do século XVIII a partir de um núcleo urbano então conhecido como Arraial do Tejuco, onde a legendária ex-escrava Chica da Silva, ao apoderar-se do coração do contratador de diamantes João Fernandes, converteu-se numa autêntica rainha, com direito à corte própria.

Testemunho eloquente daquela época de esplendor, o órgão histórico da Igreja da Ordem Terceira de Nossa Senhora do Carmo, erigida sob o mecenato do contratador, é o mais antigo integralmente construído no Brasil ainda conservado. Este singular instrumento, concebido e executado entre 1782 e 1787 pelo organeiro autodidata padre Manoel de Almeida e Silva, esteve sob as ordens do célebre compositor José Joaquim Emerico Lobo de Mesquita, que compôs sobre ele algumas páginas fundamentais da música colonial brasileira.

Esta é, precisamente, a diretriz principal que norteou a direção artística do I Festival Internacional de Música Antiga de Diamantina na conceção de uma programação coerente, em consonância com a epígrafe-síntese do festival: “Património Imaterial / Património Material: um diálogo necessário”. De facto, a partir deste instrumento único, a obra de Lobo de Mesquita será revisitada e colocada em relevo no contexto luso-brasileiro, ibero-americano e ítalo-ibérico que a envolveu e secundou.

A primeira edição do Festival Internacional de Música Antiga de Diamantina terá lugar entre os dias 20 de fevereiro e 1 de março de 2015, sendo composta de sete concertos, um curso de interpretação histórica do repertório organístico ibérico e italiano (Renascimento e Barroco), palestras e debates acerca da interface dialética entre os patrimónios imaterial e material, além de atividades especialmente dedicadas aos mais jovens.

Dez dias intensos nos quais será possível apreciar o trabalho de referência do reputado grupo Ministriles de Marsias, composto na ocasião por Josep Borràs/Fernando Sánchez (baixão) e Javier Artigas/Marco Brescia (órgão).

O soprano Rosana Orsini, o mezzosoprano Nerea Berraondo, o tenor Luciano Botelho e o baixo-barítono Pedro Ometto darão mostras de sua arte de exceção à frente dos ensembles Favola d’Argo e Alemmares.

O festival contará, igualmente, com a atuação de renomados organistas como João Vaz, Elisa Freixo ou Bruno Forst, para além do aclamado cravista Bruno Procopio.

Finalmente, uma Diamantina em festa assumirá o discurso, produzindo integralmente em seu seio o evento de encerramento do festival: um concerto de sinos com a participação de diversos setores culturais e artísticos da cidade e região, que celebrarão unidos a sua história, a sua música e as suas tradições, custodiadas, como um tesouro sem par, no coração do Brasil mais autêntico.

Datas: 20 de fevereiro a 1 de março de 2015.

Concertos:

20/02, 20h30, Igreja do Carmo – Domenico Zipoli: integral para órgão (Marco Brescia);

21/02, 20h30, Igreja do Carmo – Música religiosa luso-brasileira do último quartel do séc. XVIII (Alemmares Ensemble – solistas: Orsini/Berraondo/Botelho/Ometto, contínuo e direção: Rodrigo Teodoro);

22/02, 11h00, Teatro Santa Izabel – Música italiana para cravo (Bruno Procopio);

26/02, 20h30, Igreja do Carmo – O órgão ibero-americano (Elisa Freixo);

27/02, 20h30, Igreja do Carmo – Música instrumental nas catedrais aragonesas da Ilustração (Ministriles de Marsias – Borràs/Sánchez/Artigas/Brescia);

28/02, 20h30, Igreja do Carmo – Flos Carmeli (Favola d’Argo – solistas: Orsini/Berraondo/Botelho/Ometto, órgão e direção: Bruno Forst);

01/03, 11h00 horas, Igreja do Carmo – Portugal e a influência italiana (João Vaz).

Mais informação: www.musicaantigadiamantina.com



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