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Vinho Oboé

CANTABILE

CANTORES


Ana Barros vai à Califórnia divulgar a Música Portuguesa

Vai à Califórnia, em Agosto, fazer uma série de concertos com a pianista Christina Margotto e o violoncelista Jed Barahal e a consequente gravação em CD de repertório português e brasileiro sobre o tema das canções de amor com obras de António Pinho Vargas, Fernando lapa, Cláudio Santoro e Heitor Villa-Lobos, entre outros. 

Outra aposta de Ana Barros é o projecto SEVERA – o fado de um fado - com o pianista Bruno Belthoise, que tem como principal objectivo rearranjar fados tradicionais e repertório da época do próprio início do fado e trazer-lhes alguma contemporaneidade. O SEVERA conta com a participação dos compositores Carlos Azevedo, Sérgio Azevedo e Carlos Marecos, vai ser encenado por Pedro Ribeiro (actualmente no Covent Garden em Londres) e vai estrear em 2014 no CCB, com o apoio do Museu do Fado, Museu do Teatro e Antena 2. Rui Vieira Nery é o consultor cientifico que tem orientado na escolha do repertório e fornecido material de pesquisa para a fundamentação do trabalho.

Vai estrear-se na encenação no Festival Internacional de Música de Espinho com a “A Caixa de Brinquedos” a partir da obra “Boite a Joujoux” de Debussy. A adaptação foi feita em parceria com Daniel Cunha, que irá tocar piano. Também em Julho vai estrear uma ópera no Festival da Quinta das Lágrimas  a convite da Orquestra Clássica do Centro, composta pelas irmãs Natacha e Marina Pikoul e que contará com a  interpretação de Mário João Alves, Pedro Telles e Margarida Reis.

 

"a vergonha passou e comecei a cantar"

É provável que se tenha apaixonado pelo Canto quando ainda estava na barriga da mãe, uma cantora (fez o curso de preparação de artistas da emissora nacional). Nasceu e desde logo foi embalada ao som das suas peças preferidas da mãe, como a serenata de Schubert. Cresceu a dar concertos em casa até chegar às aulas de piano com o professor Álvaro Teixeira Lopes: "devia ter uns 7 ou 8 anos, era tão tímida que ele falava sempre num tom muito meigo, mas eu em vez de responder chorava…"

Curiosamente foi por causa de uma birra que começou a dedicar-se ao Canto, quando tinha um grupo "tipo ministars e onda choque" e um dia as colegas lhe disseram ela não sabia canta: "aí enfureci-me, a vergonha passou e comecei a cantar música ligeira (ganhei vários Karaokes ;-) gravei discos a fazer coros, e covers de temas conhecidos, gravei um disco meu, mas que não gostei… depois descobri o Jazz, estive na escola de jazz, um dia um colega guitarrista (hoje o amigo e colega de profissão Augusto Pacheco) da Academia de Música de Vilar de Paraíso, onde continuava a estudar (ou a fazer que estudava) piano; disse-me que eu até cantava bem e devia ir para a ESMAE, como eu não sabia o que era ele explicou-me e eu fui!"

 

"vivemos num país em que não existem muitas oportunidades para fazer ópera"

A influência da professora Fernanda Correia foi fundamental: "extraordinária, como só ela consegue ser! Orientou-me a nível vocal e psicológico também, terminei a minha licenciatura com ela, fui com muito orgulho a última aluna que ela licenciou antes da reforma!". Depois, foi para o Estúdio de Ópera da Casa da Música, onde esteve até à data da sua extinção. Queria agarrar uma oportunidade rara: "vivemos num país em que não existem muitas oportunidades para fazer ópera". 

Porém, foi depois que Ana Barros tomou uma opção mais consciente. "Achei que ser desempregada em Madrid tinha muito mais pinta do que ficar no Porto, anos antes e no próprio Estúdio de Ópera tinha trabalhado com o tenor Manuel Cid (prof. da Esc Sup de Canto de Madrid e da Esc Sup de Música Rainha Sofia) e lá fui eu. Estive lá um ano a ter aulas, como tinha algum dinheiro e como 1 mês antes de ir para Madrid conheci a soprano Gabriella Morigi (aquando da minha participação como Inês na ópera de Verdi O Trovador – CPO ONP e Coliseu) comecei a ir a Bolonha ter aulas com ela, ou seja vivia em Madrid onde tinha aulas com o Manuel Cid e uma vez por mês ia a Bolonha ter aulas com a Gabriela Morigi. Foi dos melhores períodos da minha vida! Pela primeira vez estudei sem  ter que trabalhar e isso ajudou-me muito", explica.

Posteriormente, conheceu o maestro Marc Tardue, com quem trabalhou regularmente: "montei muito repertório e aprendi muito com ele".
 

"uma sucessão de felizes acontecimentos"

Para Ana, a sua vida tem sido "uma sucessão de felizes acontecimentos", embora acredite que o melhor ainda está para vir. Na memória ficará o concerto que fez na Igreja da Ulgueira (Sintra) onde fez um concerto de angariação de fundos para o restauro da mesma com a pianista Joana Barata: "cantei a ver o por do sol no mar, foi lindo". 

E para sempre ficarão os colegas com quem eu estudou na ESMAE: Magna Ferreira, Dora Rodrigues, Eduarda Melo, Sara Braga Simões, Alexandra Moura, Ângela Alves, Janete Ruiz,  Paulo Ferreira, José Corvelo, João Merino… E o maestro José Luís Borges Coelho, Fernanda Correia, Ana Mafalda Castro, Gabriella Morigi, Marc Tardue...

"Nós (a Magna, a Eduarda, a Janete e eu) fizemos o nosso projeto final de interpretação cénica juntas com a opereta “Un mari a la Porte” de Offenbach, e para além de eu ter levado a minha casa toda para o palco do teatro Helena Sá e Costa, ao ponto da minha mãe, quando o pano abriu, ter tido um ataque de riso… comprámos um franguinho para ter na mesa (supostamente) da ceia do jovem casal, que na falta de homens nesse ano de curso era formado por mim e pela Janete, ora no dia do ensaio geral e logicamente depois de muita brincadeira com o franguinho que voou literalmente naquele palco, chegamos ao palco no dia da estreia e faltavam as asas do frango e soubemos que tinha sida uma empregada que as tinha comido, claro que a concentração não foi das melhores…", conta.

 

 "Não sei o que é ter tempos livres"

As renúncias para se entregar à música acontecem todos os dias, sobretudo em termos de lazer. "Não sei o que é ter tempos livres. Os ensaios e preparação vocal são complicados, porque também estou a dar aulas e este ano tenho um horário muito sobrecarregado… a preparação vocal é feita entre escolas/casa, com aquecimentos no carro, os ensaios são marcados com muito boa-vontade dos colegas de trabalho que se sujeitam a fazê-los quando me é possível. As viagens são óptimas porque embora vá trabalhar o ritmo é sempre menor do que quando estou a dar aulas e a fazer tudo ao mesmo tempo, o pior é quando volto e tenho que repor as aulas todas a que faltei!", diz.

 

"É muito importante tocar-se mais música portuguesa e investir nela"

Os concertos que vai fazer na Califórnia vão ser dedicados à música portuguesa: "os nosso anfitriões adoraram o repertório português, eles tiveram acesso a um vídeo que está no site da antena 2, comigo e com a Christina Margotto a interpretar o ciclo de 9 Canções de António Ramos Rosa de António Pinho Vargas e ficaram deliciados com a obra. Já temos muito músicos a fazer carreira por fora, músicos esses que poderiam incluir mais obras em português no seu repertório".

Por muita imaginação que os músicos portugueses da actualidade tenham para poderem trabalhar e por maior que seja a sua qualidade, Ana Barros tem um único conselho a dar a quem vai agora entrar num curso superior: "vai-te embora!"

 

Particular interesse na música portuguesa contemporânea

Licenciada em Canto pela ESMAE, Ana Barros tem cantado nas mais diversas salas de espectáculo do País e com as mais variadas orquestras como a Sinfónica do Porto, Sinfónica Portuguesa, Orquestra Clássica de Espinho e Orquestra do Norte. Também se dedicou à música barroca e fez vários concertos e óperas com ensembles, em especial com Ketil Haugsand, Jill Feldman, Ana Mafalda Castro, Richard Gwilt e Rainer Zipperling.

Foi membro do elenco do Estúdio de Ópera da Casa da Música, onde trabalhou com os Professores Peter Harrison e Lorna Marshall, entre 2003 e 2006. No âmbito do seu aperfeiçoamento, participou em inúmeros cursos de técnica e interpretação vocal, com alguns dos mais conceituados mestres da actualidade, como Jill Feldman, Philip Langridge, Gundula Janovic, Laura Sarti, Hilde Zadek, etc… 

Ao longo da sua carreira, tem dado particular interesse à música portuguesa contemporânea, tendo estreado obras de Amílcar Vasques Dias, Nuno Côrte-Real, Jean-François Lézé, Eugénio Amorim, Fernando Lapa, Fernando Valente, Carlos Azevedo, Pedro Faria Gomes e António Chagas Rosa, tendo deste último gravado as obras Sept Épigrammes de Platon e Cicuta – esta última encomenda da Casa da Música (estreada no ciclo Novas Músicas), com poemas de Maria Teresa Horta – editadas em CD pela editora Portugaler, com o pianista António Oliveira.

Apresenta-se regularmente em duo com a pianista Isabel Sá, tendo gravado com a mesma para a Antena 2, está a gravar, com o guitarrista Augusto Pacheco as obras para canto e guitarra do compositor Fernando Lopes Graça. Com a pianista Christina Margotto está a desenvolver um projeto com Canções de Amor em Português/Brasileiro estando programada a gravação da obra de António Pinho Vargas, Nove Canções de António Ramos Rosa e O Ciclo de Canções de Amor de Cláudio Santoro. Com o pianista Bruno Belthoise desenvolve o projecto SEVERA – O fado de um fado, com os apoios da Antena 2 e Museu do Fado.

Ainda com Christina Margotto e Bruno Belthoise tem desenvolvido uma actividade regular como narradora de histórias infantis. É docente na Academia de Música de Vilar de Paraíso e na Academia de Música de Espinho.

 

Ana Barros

Canal You Tube

 

Discografia

Isabel Soveral & António Chagas Rosa Pas de Deux | DDD1018 – 2 SPA

Ana Barros-soprano | António Oliveira-piano

“Cicuta” (2005)

“Sept Épigrammes de Platon” (1997)

Portugaler®

 

Som Ibérico (2005) |

Ana Barros-soprano

“Recado a Lisboa”, “Tu Gitana” e “Balada”

Ovação®

 

Colectânea Musical Énio Ramalho (2002) |DCD1081

Ana Barros-soprano

“Noite e solidão”

Com o apoio da Câmara Municipal da Póvoa do Varzim

Énio Ramalho®

 

Cristalina a Gota d’Água Pequenos Cantores da Maia (2003) |CDM013A

Ana Barros-soprano

Com o apoio das Águas do Douro e Paiva e Águas do Cávado

Academia das Artes da Maia®

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