PJM 2018

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FESTIVAIS

CICLO CONCERTOS COIMBRA


Ciclo de Concertos de Primavera Arte e Solidariedade

O Ciclo Concertos da Primavera  "Arte e Solidariedade" abriu no dia 6 de Abril, no Conservatório de Música de Coimbra, com um recital de homenagem ao professor José de Oliveira Lopes, que faleceu há dois anos. Em palco estiveram o pianista Tiago Nunes, a soprano Carla Bernardino e o tenor José de Eça, filho do homenageado. O programa contemplou canções (“lieder”), árias de ópera/oratória, napolitanas e uma obra para piano.


Este Ciclo de Concertos, que irá decorrer nos meses de Abril, Maio e Junho, conta com oito concertos solidários de elevada qualidade artística, que terão lugar no Conservatório de Música de Coimbra, na Sé Velha e no Seminário Maior de Coimbra. Tem como tema a Arte e a Solidariedade, as receitas revertem a favor da Associação de Defesa e Apoio da Vida (ADAV-Coimbra) e da Liga dos Amigos dos Hospitais da Universidade de Coimbra (LAHUC), que comemora 25 anos de existência.

A canção “Anéis do Meu Cabelo” de Mário Sousa Santos foi inspirada por um poema de António Botto – poeta que o compositor muito apreciava, sendo um “romantismo intenso”. Mário Sousa Santos (1914-1983) dedicou a sua vida profissional a Coimbra, ensinando e compondo.

“Aprés un Rêve”, de Gabriel Fauré (1845-1924), um dos compositores mais admirados por Mário de Sousa Santos, foi escrita entre 1870 e 1878, e é sem dúvida uma das mais conhecidas obras para Canto. O texto francês é inspirado num poema anónimo italiano, e tenta ligar o amor ao sonho, sob o mote: “Volta, oh Noite Misteriosa”.

Dos “Cinco Lieder op.115” de J. Brahms (1833-1897), ouviu-se um dos mais populares do autor: “Wien Melodien Zieth Es Mir” (Assim como uma melodia). Dos “Lieder and Songs, op. 63”, foi apresentado “Meine liebe ist grün” (O meu amor é verde), escrito em 1873/74 com poema de Felix Schumann, poeta, filho de Robert e Clara Schumann.

De Puccini foram seleccionadas duas árias da personagem “Mimi” da ópera La Bohéme: “Si, mi chiamano Mimi” e “Donde lieta usci”.

“Funérailles” encerrou a primeira parte – uma obra mística, lírica, profunda e íntima, que Liszt escreveu no mês da morte de Chopin, Outubro de 1849, mas com intenção de prestar uma dolorosa homenagem aos Heróis da Revolução Húngara de 1848. Integra a recolha “Harmonias Poéticas e Religiosas” e mereceu a interpretação de inúmeros dos mais relevantes pianistas deste e do século passado.

A abrir a segunda parte, ouvimos a “Oração de Rienzi”, de Richard Wagner: “Allmächt’ger Vater, Blick Herab” (Pai Todo-Poderoso, olha por nós). Rienzi, nesta ária, pede a Deus que olhe por ele e não permita que as forças conquistadas se dissipem.

Seguiu-se a ária final do último acto “Niun mi tema” (Ninguém deve temer-me”) da ópera Otello de Verdi, em que descreve o arrependimento de Otello que acaba de matar injustamente Desdémona, enterra um punhal no seu próprio corpo, beija o cadáver da sua amada uma última vez e morre.

Do canto napolitano foi apresentada “À Vucchella”, canção de sedução de Paolo Tosti e texto de Gabriele D’Anunzio, e “Core’n grato” (Coração ingrato), em que o amor, não correspondido, se expande nas palavras de Alessandro Cordiferro e na música de Salvatore Cardillo.

A fechar o concerto, a canção brasileira “Azulão”, do autodidata Jayme Ovalle (1894-1955) e do poeta Manuel Bandeira.

 

 

Carla Bernardino

Natural de Coimbra, Carla Bernardino iniciou os seus estudos em Canto Lírico, no Conservatório de Música de Coimbra com a professora Maria Helena Melo e Faro, concluindo o curso na classe da professora Maria José Nogueira. Posteriormente, ainda, teve aulas, com a professora Isabel Melo Silva.

Licenciada em Direito, concluiu uma Pós-graduação em Ópera, na Escola de Música de Artes e Espectáculos do Porto, onde, actualmente, frequenta o Mestrado em Canto na variante “Interpretação Artística”, sob a orientação do professor António Salgado.

Como cantora, integra o grupo PRESTIGE e trabalha de forma particular com o pianista Tiago Nunes, actuando por todo o país. Colabora com outros grupos de música clássica, entre os quais a OCC (Orquestra Clássica do Centro), interpretando diversos temas de lied, melodie, árias de ópera e árias de oratória solista.

Carla Bernardino exerce, actualmente, funções de professora de Técnica Vocal na Escola de Artes e Espectáculos do CAE, na Figueira da Foz e no Instituto de Música Moderna e Artes (IMMA). Assume ainda o papel de directora da Escola de Música de Semide, como projecto de música social.

 

 

José de Eça

José de Eça iniciou os seus estudos de piano e teoria musical muito cedo com sua mãe, Maria de Almeida de Eça e aperfeiçoou suas habilidades vocais com o seu pai, José de Oliveira Lopes, a sua maior inspiração. Actualmente, é finalista do curso de Canto Teatral no Conservatório Superior de Música de Gaia, sob a orientação da professora Fernanda Correia.

As suas atuações têm sido consideradas um grande sucesso pelo público. Além de realizar concertos em várias cidades portuguesas (Cascais, Lisboa, Porto, Ponte de Lima, Coimbra , entre outros), José de Eça também se apresentou em Espanha, França e Etiópia e no Festival Internacional de Música numa celebração do 150 aniversário do compositor francês Claude Debussy.

 

 

Tiago Nunes

Natural de Coimbra, Tiago Nunes iniciou o estudo de piano com seis anos de idade no Conservatório de Música de Seia, onde concluiu o Curso Básico. Frequentou em seguida o Curso Complementar de Piano no Conservatório de Música de Coimbra, na classe da professora Rita Dourado, que terminou com elevada classificação.

Desde 2013 que mantém um duo com a soprano Carla Bernardino apresentando-se com regularidade em concertos e apresentações. Encontra-se actualmente a concluir o terceiro ano da Licenciatura em Piano na Universidade de Aveiro sob orientação do pianista Fausto Neves.

Tiago Nunes é também o representante dos Jovens Músicos de Coimbra no Conselho Artístico da Orquestra Clássica do Centro, no âmbito do Projecto/Parceria que se destina a dinamizar as actividades musicais dos finalistas de música da zona centro. 

 

 

José de Oliveira Lopes

Barítono português natural do Porto, foi considerado, por unanimidade do júri, como o melhor intérprete de Lieder no XIX Concurso internacional de Canto da Baviera, na Alemanha.

Venceu o prémio da Casa da Imprensa Portuguesa. Em Portugal estudou com Martha Amstad e Croner de Vasconcellos, diplomando-se em Canto pelo Conservatório de Música do Porto. Frequentou quatro anos a Academia Superior de Música de Munique, sob a orientação de Germann Reutter e Janine Micheau e, mais tarde, Gino Becchi e Alfredo Kraus.

Gravou vários discos em colaboração com os pianistas Fernando Azevedo, Takashi Yamasaki, Nöel Lee, Filipe de Sousa, Adriano Jordão e com as Orquestras Gulbenkian, da Rádio Húngara e com a Sinfónica de Budapeste.

Obteve o grau de Doutor em Psicologia da Música pela Universidade do Porto, e a licenciatura em Línguas e Literaturas Modernas pela Universidade de Lisboa, tendo-se exprimido em seis idiomas.

Está citado na "História da Música Portuguesa" de Ferreira de Castro/Rui Nery, em "Cantores de Ópera Portugueses" de Mário Moreau, "200 anos de teatro Nacional de São Carlos" de M. Moreau, "uma Biografia de Helena Sá e Costa" e na Edição portuguesa da "Enciclopédia Larousse".

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