Concurso Internacional de Percussão - Gondomar 2018

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ENSEMBLE - MÚSICA CÂMARA


António Jorge Pacheco, director artístico da Casa da Música

António Jorge Pacheco, actual director artístico da Casa da Música, esteve desde sempre ligado ao Remix, ainda antes da sua fundação, em 1999: “Foi a primeira vez que nasceu um grupo desta natureza em Portugal, com enquadramento profissional e institucional muito sólido. Não foi mais uma experiência, mais uma aventura que depois desaparece. Pelo contrário, foi um projecto muito pensado, estruturado de forma a que subsistisse no tempo e já lá vão 13 anos”.

A ascensão do Remix foi muito rápida, desde o primeiro concerto em Outubro de 2000, “já é uma história cheia de momentos fantásticos, só possível com a combinação de músicos muito dedicados, muito profissionais, excelentes, óptimos directores musicais como é o caso actualmente do Peter Rundell, o critério de selecção dos maestros convidados e o critério de selecção do próprio repertório. A matéria-prima está lá, que são os músicos e nisso não há administração que consiga fazer milagres -  a música faz-se no palco".

Relembra que quando estes músicos entraram para o Remix estavam na casa dos 20 anos e hoje já passaram dos 30. "Vejo a mesma entrega, a mesma energia e mais competência até do que no início e isso é o que distingue o Remix de outros - esta garra, para além da qualidade técnica, é evidente o entusiasmo, a entrega com que estes músicos têm colectivamente e a ambição de ultrapassarem sempre as suas possibilidades e irem sempre mais longe", confessa. 

 

"Não pode estar sequer em questão a subsistência do Remix"

À organização cabe "limpar o caminho à frente dos músicos para que eles cheguem ao momento de tocar e ensaiar e só tenham de se preocupar com isso". E nem mesmo com as medidas de austeridade que afectam a Casa da Música e, eventualmente, o Remix. "Não pode estar sequer em questão a subsistência do Remix. Naturalmente que não está imune e que sacrifícios irão ser feitos, mas não haverá nenhuma catástrofe que limite a sua carreira", assegura. No plano internacional pouco se alterará, já que a Casa da Música "nunca mete um euro na internacionalização do Remix" e os convites continuam a surgir.

"Há festivais que convidam ano após ano, como Estrarsburgo, Berlim, Viena, Amesterdão... O facto é que as pessoas pedem para repetir e isso é significativo, é a prova de que o Remix é muitíssimo apreciado", reconhece António Jorge Pacheco.

 

Remix Ensemble Casa da Música

Desde a sua formação em 2000, o Remix Ensemble apresentou em estreia absoluta mais de oitenta obras e foi dirigido pelos maestros Stefan Asbury, Ilan Volkov, Kasper de Roo, Pierre-André Valade, Rolf Gupta, Peter Rundel, Jonathan Stockhammer, Jurjen Hempel, Matthias Pintscher, Franck Ollu, Reinbert de Leeuw, Diego Masson, Emilio Pomàrico, Brad Lubman e Paul Hillier, entre outros.

No plano internacional, apresentou-se em Valência, Roterdão, Huddersfield, Barcelona, Estrasburgo, Paris, Orleães, Bourges, Reims, Antuérpia, Madrid, Budapeste, Norrköping, Viena, Witten, Berlim, Amesterdão e Bruxelas. Em 2011 apresentou-se no Wiener Festwochen (Viena) e no Festival Agora (IRCAM - Paris). Entre as obras interpretadas em estreia mundial incluíram-se duas encomendas a Wolfgang Rihm, Compositor em Residência 2011 na Casa da Música. O projecto The Ring Saga, com música de Richard Wagner adaptada por Jonathan Dove e Graham Vick, levou o Remix Ensemble ao Festival Musica de Estrasburgo, Cité de la Musique em Paris, Saint-Quentin-en-Yvelines, Théâtre de Nîmes, Le Théâtre de Caen, Grand Théâtre du Luxembourg e Grand Théâtre de Reims. Em 2012 fez a estreia mundial do concertino para piano Jetzt genau! de Pascal Dusapin no programa de encerramento do Festival Musica de Estrasburgo, apresentou-se na Fundação Gulbenkian em Lisboa e na Filarmónica de Berlim.

Entre os projectos para 2013, destacam-se cine-concertos com o acompanhamento ao vivo de filmes como Paris qui dort, de René Clair, ou Un Chien Andalou, de Luis Buñuel, a ópera Quartett, de Luca Francesconi, com encenação de Nuno Carinhas, a estreia de encomendas da Casa da Música a Pedro Amaral, Brian Ferneyhough, Luís Antunes Pena, Oscar Bianchi e Wolfgang Mitterer, para além de concertos na Tonhale em Zurique, deSingel em Antuérpia, WDR em Colónia, Muziekgebow em Amesterdão, Philharmonie do Luxemburgo e o regresso ao Festival Musica de Estrasburgo.

O Remix tem nove discos editados com obras de Pauset, Azguime, Côrte-Real, Peixinho, Dillon, Jorgensen, Staud, Nunes, Bernhard Lang, Pinho Vargas, Wolfgang Mitterer e Pascal Dusapin.

 

Remix Ensemble estreia em Zurique

Pedro Amaral estreia Deux Portrairs Imaginaires

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