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ENSEMBLE - MÚSICA CÂMARA


Quarteto de Cordas de Matosinhos

Têm dois discos a ser lançados muito em breve, talvez até nas próximas semanas, dedicados à música portuguesa contemporânea. Para breve está também a gravação de um terceiro disco, já com repertório tradicional de Quarteto de Cordas - Felix Mendelssohn e Shostakovich. Porém, é no palco que o Quarteto de Cordas de Matosinhos tem feito sucesso.

Fundado em 2007 através de um concurso público promovido pela Câmara Municipal de Matosinhos, o Quarteto de Cordas de Matosinhos é constituído por licenciados da Academia Nacional Superior de Orquestra: Vítor Vieira e Juan Maggiorani (violinos), Jorge Alves (viola) e Marco Pereira (violoncelo). Realizaram também estudos de aperfeiçoamento em diversas escolas de prestígio, como a Escuela Superior de Música Reina Sofia em Madrid, a Northwestern University em Chicago e o Conservatório Superior de Música de Sion na Suíça.

Realizou estudos especializados no Instituto Internacional de Música de Câmara de Madrid, sob a orientação de Rainer Schmidt (violinista do Quarteto Hagen). Todos os seus membros receberam prémios em Portugal e no estrangeiro individualmente e em música de câmara. Todos obtiveram o 1º lugar no mais prestigiando concurso de música nacional – Prémio Jovens Músicos RDP e destaca-se o prémio obtido já como Quarteto de Cordas de Matosinhos, no 1º Concurso Internacional de Música de Câmara de Alcobaça em 2009.

 

Divulgação do património musical português

“O projecto é bom, aliciante. Toda a gente admira uma Câmara que tenha uma iniciativa destas, não só connosco – há muitos concertos de música clássica em Matosinhos”, sublinha o Quarteto, que desenvolve uma temporada regular de concertos no município, onde apresenta uma série de projectos inéditos no país.

Além de integrais dos quartetos de Haydn, Mozart, Beethoven, Mendelssohn e Schumann, assume um papel importante na promoção e divulgação do património musical português e estreia de obras de compositores portugueses. Já tocou e estreou obras de Carlos Azevedo, Fernando Lapa, Vasco Mendonça, Miguel Azguime, Nuno Corte-Real, Eurico Carrapatoso, Clotilde Rosa, Christopher Bochmann, António Chagas Rosa, Álvaro Salazar, Luís Tinoco, João Pedro Oliveira, Carlos Guedes, Alexandre Delgado, Eduardo Patriarca, Telmo Marques e António Pinho Vargas, bem como Luiz de Freitas Branco, Frederico de Freitas, Armando José Fernandes e Luís Costa.

“É sempre um privilégio podermos trabalhar com um compositor na estreia de uma obra. É mágico, é qualquer coisa que não existe e que passa a existir. Escrita para nós, de uma pessoa do nosso meio, da nossa cultura, reflecte o que se passa à nossa volta, é qualquer coisa de especial”, confessam.

 

"É preciso falar-se, aparecer, saber que há vários quartetos”

O Quarteto de Cordas de Matosinhos tem a noção de que são caso raro no panorama actual da música de câmara portuguesa. “Com a evolução da música nos últimos 20 anos, começa a aparecer alguma coisa a que se pode chamar panorama da música de câmara em Portugal. Projectos destes não existem e é triste porque o quarteto de cordas é tão importante na história da música, mas se formos à rua perguntar ninguém sabe o que é porque não se fala. É preciso falar-se, aparecer, saber que há vários quartetos”, advertem.

O investimento neste tipo de formação deveria ser uma aposta não só do poder político mas também da comunicação social: “a cultura em Portugal não é tão má como se diz e, como as pessoas disseram durante muito tempo, que o estrangeiro é que é bom. Nós e Matosinhos somos uma prova de que não é bem assim, de que vale a pena investir nestes projectos e que há músicos portugueses de qualidade”.

 

"O ensino ainda não está preparado para os grupos seguirem uma carreira profissional"

Outra questão preocupante para o Quarteto é o ensino da música de câmara. Em todas as escolas oficiais de música há música de câmara, “mas é preciso continuar a melhorar esta disciplina. O ensino ainda não está preparado para os grupos seguirem uma carreira profissional. As pessoas preparam-se muito mais individualmente do que em grupo. Em muitos países já há um ensino mais aprofundado sobre o quarteto, música da câmara”, ao contrário de Portugal, que ainda tem um longo caminho a percorrer.

O facto de não haver uma tradição forte de música de câmara dificulta o investimento nesta área, também por parte dos próprios músicos. “Muitos dos grupos vencedores do Prémio Jovens Músicos acabam por ficar por ali, fazem alguns concertos depois de premiados, mas aos poucos o grupo vai morrendo”, explicam. 

 

"Acima de tudo, acreditar!"

Continua a ser impossível qualquer músico viver só do trabalho de Música de Câmara. Nem mesmo o Quarteto de Cordas de Matosinhos consegue dedicar-se inteiramente a este projecto que existe também graças “a uma dedicação tremenda” e ao “muito esforço” que os seus membros fazem diariamente para conciliar as suas carreiras como solistas, professores e, claro, como Quarteto.

Mas é preciso acreditar. “Acima de tudo acreditar que um dia… acreditar e lutar. Temos absolutamente tudo. Ter um bocado mais de força e vontade pode tornar tudo possível”.

 

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