Concurso de Gondomar

PJM 2019

TUTTI

ENSEMBLE - MÚSICA CÂMARA


Remix Ensemble estreia em Zurique

Foi no dia 9 de Março que o Remix Ensemble fez a sua estreia na Suíça, na  pequena sala da Tonhalle, em Zurique, numa parceria com ensemble moderno Collegium Novum Zurich, que irá apresentar-se no Porto, no próximo mês de Outubro.

Do programa constaram obras de Giacinto Scelsi (1905-1988), "Kya" para Saxofone e sete instrumentos; Luca Francesconi (1956 -), "Islands Concerto" para Piano e ensemble; Hanspeter Kyburz (1960 -), "Cells" para Saxofone e ensemble. Foi também a estreia mundial de "Deux portrairs imaginaires" para ensemble de Pedro Amaral (1972 -), uma encomenda da Casa da Música. O compositor português foi muito aplaudido, tendo subido várias vezes ao palco para agradecer ao público, na também sua estreia em território helvético.

A direcção esteve a cargo do maestro Enno Poppe que, no final, se mostrou muito satisfeito: “O Remix Ensemble é verdadeiramente um grupo e não individualidades como em muitas orquestras ou ensembles. Senti uma grande entrega entre todos. Foi muito fácil trabalhar com eles, o programa era muito difícil e no início pensei que eram muito poucos ensaios, mas quando comecei a trabalhar, percebi que o contacto entre mim e o grupo era muito rápido e eficaz”.

Satisfeitos e entusiasmados estavam também os músicos do ensemble português, assim como o público que não foi parco em aplausos.

 

Philippe Racine assistiu ao concerto

Também muito aplaudido, Marcus Weiss, o saxofonista solista, reconhece que “foi uma excelente experiência” trabalhar com o Remix. “Todos muitos profissionais, simpáticos e senti que têm uma grande experiencia neste tipo de música que é muito complicada”, acrescenta.

Entre os espectadores do concerto estava Philippe Racine, flautista e solista internacional, especialista em música moderna: “Tive muito prazer em ouvir este grupo especialmente na obra “Kyburz” que já conhecia. É uma obra muito interessante e difícil, tanto o solista como o Remix foram magníficos”.

Miguel Angel Perez, estudante na Universidade de Basileia, era um dos muitos jovens que assistiu ao concerto. Já conhecia Marcus Weiss, com quem trabalhou em Música de Câmara: “gostei muito do ensemble e do maestro, tocam todos muito bem, especialmente o solista [Marcus]”.

 

Os portugueses devem acarinhar o Remix

Mas os elogios não ficam por aqui. Enno Poppe diz que “a experiência no Porto foi fantástica” e que “Portugal deve acarinhar um grupo com uma excelente qualidade no panorama musical europeu e mundial. Não conheço outro país ou cidade que tenham um grupo destes com sede própria, com uma estrutura muito organizada, com os seus próprios instrumentos e uma programação muito rica. Por exemplo no Ensemble Moderno de Berlim não temos uma sede nossa, não temos os nossos instrumentos, temos de alugar, especialmente os instrumentos de percussão, não temos um orçamento para uma temporada, temos de estar constantemente a pedir apoios e a divulgar de cada concerto para termos o nosso público”.

No mesmo dia, estreava também, na Ópera de Zurich, a Opera Tri Sestri (As três Irmãs) de Peter Eötvös, um dos professores de Pedro Amaral, também um dos  descendente do grande compositor Stockhausen.

 

"Não pode estar sequer em questão a subsistência do Remix"

Pedro Amaral estreia Deux Portrairs Imaginaires

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