PJM 2018

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FESTIVAIS

FESTIVAL GUITARRA AMARANTE


Marko Topchii, Ucrânia

Tem apenas 25 mas já conta com mais 60 prémios (30 dos quais 1º Prémio) no currículo. Marko Topchii (Kiev, Ucrânia) dedica-se quase inteiramente a participar em concursos. Em 2015, foi laureado com 2º Prémio do Concurso do Festival Internacional de Guitarra de Amarante. Porém, este ano, não conseguiu passar à final: "Vim cá porque o júri é um dos melhores do mundo, muito profissional, o prémio também é muito bom e é sempre uma ótima oportunidade para crescer como músico". Afirma que "o mais importante é fazer uma performance cada vez melhor".

Porquê passar o tempo entre o estudo e os concursos, viajando um pouco por todo o mundo? "A música em si é sempre a prioridade, quero tocar, fazer concertos, mas também preciso de ganhar dinheiro para viver. É extremamente complicado combinar a arte com o materialismo, com a necessidade das coisas básicas para viver. Faço concursos também pelo dinheiro, mas é muito difícil, tenho de ser forte, conseguir controlar o stress e ainda fazer música", responde o guitarrista.

Defende que o mais importante num concurso é a inteligência emocional: "Quando estás nervoso, tudo te parece desconfortável, distrais-te com tudo! Por isso é preciso trabalhar muito, praticar com cuidado e atenção, ter a certeza de todas as notas para não falhares no palco. Depois é tudo uma questão de auto-controlo, gerir bem as tuas capacidade psicológicas para que na prova ou concerto consigas mostrar as tuas melhores qualidades". 

Não obstante a vasta experiência que tem em competições, Marko Topchii acredita que é possível e desejável que a música se sobreponha à técnica: "Estive num júri e percebi que do lado de quem avalia também se espera ouvir boa música e não apenas técnica. Tem de haver sensibilidade. Um músico não pode ser apenas um atleta que faz tudo direito, não falha nada, tem de ser diferente, muito mais do que isso, tem de ter a sua própria identidade e apresentar algo diferente".

"A criatividade é que faz a diferença. Podes fazer muita coisa distinta, qualquer coisa, seja, seja na guitarra ou na música, o que importa é criar", sublinha. Atualmente a fazer doutoramento na Academia Nacional Tchaikovsky de Música de Kiev, quer dedicar-se no futuro a criar.  

Para já, parece certo o regresso a Portugal: "Esta é sétima vez que venho cá, gosto muito de Portugal! As pessoas são simpáticas, fazem-nos sentir bem. Percebo o porquê de tantos compatriotas meus terem vindo viver para este país - bom clima, boa comida, uma natureza muito rica, belíssimas paisagens, até a fonética da língua portuguesa é semelhante à língua ucraniana". 

Marko Topchii
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