PJM 2018

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FESTIVAIS

FESTIVAL GUITARRA AMARANTE

Autor: Sandra Bastos

06 out 2016

Última atualização: 10 jul 2018


Tito Silva, diretor artístico do Festival e Concurso Internacional de Guitarra de Amarante

Concertos, masterclasses e um concurso que engloba diversas categorias, desde os 8 anos e sem limite de idade. Todos os ingredientes que possam interessar aos estudantes, intérpretes e público guitarrístico estão no Festival/Concurso Internacional de Guitarra de Amarante, que este ano realizou a sua segunda edição, de 9 a 18 de setembro. Em palco, nas masterclasses e no júri do concurso estiveram nomes como Francesco Buzzurro, Adriano del Sal e Aniello Désiderio. O pódio da categoria mais elevada da competição foi ocupado por Campbell Diamond (Austrália), Joaquim Santos Simões (Portugal) e Carlotta Dalia (Itália), respectivamente 1º, 2º e 3º Prémio. Mas há mais para conhecer em Amarante.

 

O topo está mais próximo do que parece, porque nós temos uma orquestra em Amarante, que é a Orquestra do Norte”

Pensamos sempre numa direção de qualidade musical e pedagógica, ou seja, foram sempre estes os dois pilares deste festival. Conseguimos isso na primeira edição, neste segunda edição apostámos ainda mais forte”, afirma Tito Silva, diretor artístico.

O objetivo é chegar ainda mais longe, não fosse Amarante um centro musical, mesmo afastado das grandes cidades do Porto e Lisboa: “O topo está mais próximo do que parece, porque nós temos uma orquestra em Amarante, que é a Orquestra do Norte. Teríamos que associar esta orquestra ao festival. Esse seria o próximo grande passo. Temos uma orquestra, o patrocínio da Câmara Municipal e o Centro Cultural de Amarante. Estas três entidades têm de estar interligadas mas ainda não estão. Esse é o próximo passo”. A cereja no topo do bolo seria a Orquestra do Norte acompanhar as provas finais do concurso.

 

nunca se sabe como vai correr uma competição e os pormenores podem fazer a diferença”

O concurso tem sido o grande destaque do Festival, com concorrentes de todo o mundo: Austrália, Itália, Brasil, Cuba, Alemanha, Espanha, Argentina, Polónia, Ucrânia, Holanda e Portugal. Na categoria de maiores de 20 anos, o 1º Prémio era de cinco mil euros. Tito Silva explica que para ser um concurso de renome, o júri tem de ter qualidade unânime: “Este júri tem credibilidade no meio guitarrístico. Apesar de poder haver sempre alguma injustiça ou dúvida, temos de saber que o júri é honesto, com currículo, que está em grandes concursos internacionais, por isso trouxemos essa qualidade de jurados para aqui”.

Porém, o elevado nível dos concorrentes poderá ter afastados os guitarristas portugueses: “Reparei que da parte de alguns existe algum receio em participar no concurso por o nível ser bastante alto e então pensam que não estão preparados. Mas o que temos visto é que a qualidade é igual, é um convite a todos, nunca se sabe como vai correr uma competição e os pormenores podem fazer a diferença. É importante eles conhecerem quem está a tocar na idade deles, perceber o que está certo e o que está mal, saberem o que têm de fazer.”

 

A base de um concurso qualquer organização consegue fazer”

São também os pormenores da organização que fazem a diferença num concurso. Vários concorrentes destacaram, por exemplo, o facto de haver uma sala individual para estudarem antes da prova.

A base de um concurso qualquer organização consegue fazer. Os pormenores é que fazem a diferença. Por exemplo, ter uma sala para cada músico. Já vi grandes concurso internacionais com todos a tocar na mesma sala. Começam a olhar uns para os outros, a criticarem-se... Nós aqui temos uma sala climatizada para cada participante. Antes das provas podem experimentar o palco. Avisamos os concorrentes do tempo que falta para a prova e vamos chamá-los na hora certa. São pormenores mas para quem está em alta competição fazem a diferença”, sublinha o diretor artístico.

 

Amarante é uma cidade que fica fora dos grandes centros mas faz coisas com muita qualidade”

Como professor, Tito Silva procura que o Festival contribua também para a formação dos mais novos. Nesta edição, foi convidada a Orquestra de Cordas Dedilhadas do Minho, sob a direção de Rui Gama, com a especial participação do Solista de Bandolim António Vieira e a participação de alunos de Guitarra do Conservatório de Música e Dança - Maria Amélia Laranjeira, do Centro Cultural de Amarante.

Tentamos fazer sempre um parte pedagógica para os nossos alunos, que tiveram um estágio com um professor de renome, Rui Gama. Mesmo os alunos que tocam há pouco tempo puderam ser integrados num grupo de 30 guitarristas, conseguiram tocar e tiveram uma experiência diferente. Acabou por ser muito benéfico para a formação deles, conheceram outros professores, outros métodos”, explica.

Além de querer colocar a Guitarra noutro patamar, com um festival de referência, quer também chamar a atenção para o trabalho que é desenvolvido no Centro Cultural: “Amarante é uma cidade que fica fora dos grandes centros mas faz coisas com muita qualidade. Ao falarmos do Festival de Guitarra também chamamos a atenção para o trabalho que aqui se faz diariamente. É importante também projetar o Centro Cultural de Amarante no país”.

 

puxar o nível da Guitarra que está a crescer mas pode crescer muito mais”

Lembra que “nos últimos dez anos, o panorama da Guitarra em Portugal desenvolveu muito, o nível dobrou ou triplicou”. Assim, surgiram vários festivais e iniciativas ligadas à Guitarra, mas não com a dimensão que o Centro Cultural de Amarante permite: “Seria importante ao termos esta estrutura fazermos um festival com outra dimensão e puxar os outros nesse sentido. Não estamos contra ninguém, pelo contrário, estamos todos juntos, daí termos escolhido uma data em que não havia nenhum festival de guitarra, para não haver divisões. Estamos dispostos a parcerias e queremos que todos juntos façamos com que a Guitarra cresça em Portugal”.

O instrumento mais popular do mundo é a guitarra. Toda a gente toca ou tem uma guitarra em casa. Temos de aproveitar isso, dar às pessoas um bocadinho do que elas querem e puxar o nível da Guitarra que está a crescer mas pode crescer muito mais”, acrescenta.

Tito Silva e Adriano del Sal
  • Tito Silva e Adriano del Sal
  • (Adriano de Sal e Norberto Gonçalo da Cruz
  • Adriano del Sal
  • Aniello Désiderio
  • Campbell Diamond (Austrália)
  • Masterclass com Aniello Désiderio
  • Campbell Diamond (Austrália), Joaquim Santos Simões (Portugal) e Carlotta Dalia (Itália)
  • Marko Topchii
  • Joaquim Santos
  • Matias Hermosilla
  • André Ferreira
  • Tito Silva e Adriano del Sal
  • (Adriano de Sal e Norberto Gonçalo da Cruz
  • Adriano del Sal
  • Aniello Désiderio
  • Campbell Diamond (Austrália)
  • Masterclass com Aniello Désiderio
  • Campbell Diamond (Austrália), Joaquim Santos Simões (Portugal) e Carlotta Dalia (Itália)
  • Marko Topchii
  • Joaquim Santos
  • Matias Hermosilla
  • André Ferreira
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