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ORQUESTRAS


Orquestra de Câmara Portuguesa

A Orquestra de Câmara Portuguesa (OCP) apresenta-se como um dos projectos mais estimulantes dos últimos anos da música em Portugal. Fez o seu concerto de estreia no dia 13 de Setembro de 2007, no Centro Cultural de Belém, ao qual está vinculada como orquestra residente.

 

“Não queremos ser uma instituição semelhante às que já existem”

É sob a batuta de Pedro Carneiro que a OCP tem crescido e se afirmado: “creio que o que tem sido diferenciador o produto da OCP é fabricado em Portugal. Tenho muito orgulho em ser de uma orquestra que tem a maior quantidade de jovens músicos profissionais portugueses ou residentes em Portugal, e essa maioria estudou cá. Há algo que mudou no ensino da música, sem dúvida”.

A OCP quer, claramente, fazer parte dessa mudança. Não quer, de forma alguma, ser uma orquestra igual às que já existem. “O nosso objectivo não é ser uma orquestra fixa nem uma orquestra de referência, mas que cada ensaio, cada concerto sejam tocados com a absoluta paixão pela música, com a responsabilidade de que a música pode mudar as pessoas, que é um meio de comunicação fabuloso. O nosso trabalho não é tornamo-nos numa instituição semelhante às que já existem porque essas já existem fazem muito bem o seu trabalho, nós fazemos outra coisa e a cada ano que passa sabemos fazer melhor. Não queremos ser melhores do que os outros, queremos ser melhor do que nós já conseguimos fazer”, explica Pedro Carneiro.

 

“Não devemos um centavo a ninguém”

O último concerto no CCB tinha uma plateia com mais de 600 pessoas: “o público quando está num concerto também está a actuar, está a fazer a sua performance”. E essa ligação com público está na própria filosofia da OCP: “é uma tentativa de fazer com que a música possa transformar a vida das pessoas e eu sei que pode; e nós devolvermos à comunidade aquilo que a comunidade pode investir em nós”.

O investimento do Estado na OCP resume-se apenas a um pequeno apoio da DGARTES, muito recente. “Até agora só estivemos com a corda na garganta… O mais importante no apoio da DGArtes é que o Estado finalmente reparou que o que nós estamos a fazer, estamos a fazê-lo muito bem. Acho que foi a altura certa, podia ter sido antes, mas foi por absoluto mérito”, sublinha o director artístico e maestro da OCP.

Também recentemente a Câmara Municipal de Oeiras cedeu um espaço numa escola em Algés para a OCP, com escritório e uma sala de ensaio: “comprámos estantes, uns pequenos tímpanos, são tudo pequenos passos”. E sem dívidas: “o melhor de tudo é que temos as contas absolutamente controladas, não devemos um centavo a ninguém, a nenhum fornecedor ou músico”.

 

“É impossível tocar de pé com uma má postura”

Músicos novos chegam todos os anos OCP, que abre regularmente provas para uma lista de extras. Teresa Simas, bailarina e também fundadora da OCP, tem a missão de mostrar aos músicos que um concerto não se alimenta só de sons, mas também da consciência corporal e da própria imagem que permite a transformação e a libertação do artista em palco.

Pedro Carneiro lembra que se os músicos estudam de pé por que não actuam também de pé? “A sonoridade é completamente diferente. Há uma liberdade de comunicação muito interessante mas o que faz a diferença de facto é o som, muito mais físico e dinâmico e, curiosamente, é impossível tocar de pé com uma má postura”, realça.

 

"O único motivo pelo qual estou em Portugal é porque estou a desenvolver este projecto"

Não obstante a OCP ter nascido no início da crise económica que ainda nos afecta, tem tido um crescimento notável, este ano tem 20 concertos. "A OCP só tem 5 anos mas também já tem 5 anos. Ainda não podemos falar em temporada mas só o tutti da orquestra tem feito um crescimento espantoso numa altura complicada", sublinha o maestro.

Depois de estudar e trabalhar no estrangeiro, Pedro Carneiro regressou há 10 anos: "A única forma de estar em Portugal é esta. A partir do momento em que este projecto se torna inviável, vou novamente embora – não é nenhuma ameaça, é uma constatação, um facto. O único motivo pelo qual estou em Portugal é porque estou a desenvolver este projecto". 

 

OCP Solidária

Além da OCPzero (ler notícia), a OCP está a desenvolver um projeto-piloto de intervenção através das artes junto de pessoas com deficiência, realizado em parceria com a CERCIOEIRAS, cuja duração prevista é de três anos. Apoiado pela Fundação Gulbenkian, este projecto pretende "fomentar o acesso à cultura musical de pessoas com deficiência cognitiva e potenciar a expressão musical como oportunidade de inovar as estratégias de intervenção em variados graus e tipos de deficiência intelectual. Esta ação pretende igualmente contribuir para a promoção e divulgação de boas práticas nas áreas artísticas exploradas, dando maior visibilidade e dignificando o trabalho das pessoas com deficiência".

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