PJM 2018

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FESTIVAIS

PRÉMIO JOVENS MÚSICOS


Horácio Ferreira, vencedor PJM Clarinete

É já um veterano dos concursos, não obstante a jovem idade - 25 anos. Só este ano foi laureado com o 2º Prémio Exaequo no 16º Concurso de Interpretação do Estoril e foi distinguido com o prémio "Le Prix Universal Music Publishing"- melhor interpretação da obra "Première Rhapsodie" de Debussy no Concours Debussy - International Clarinet Competition, em Paris.

 

“já tenho vindo a marcar o meu percurso há vários anos nos mais diferentes concursos”

No PJM, Horácio Ferreira foi também o vencedor de Clarinete, nível médio, ao qual se junta agora o 1º Prémio, desta vez, nível superior: “É o concurso em Portugal que tem mais visibilidade bem como uma repercussão a nível artístico bastante elevada, podendo com isso, ter outras oportunidades que até então não surgiram”.

Espera mais oportunidades mas sabe que o PJM não irá alterar a sua carreira: “Digamos que foi mais um passo de afirmação e consolidação uma vez que já tenho vindo a marcar o meu percurso há vários anos nos mais diferentes concursos”.

 

“Ser solista junto da Orquestra Gulbenkian é um momento único”

No concerto dos laureados, no dia 24, vai tocar o 1º andamento do Concerto para Clarinete de Aaron Copland: “É um concerto especial pelo facto de ser o grande momento depois de um concurso que começou em Maio aquando do envio da gravação para a pré-eliminatória. Ser solista junto da Orquestra Gulbenkian é um momento único que pretenderei aproveitar ao máximo e desfrutar do concerto e da oportunidade”.

“O Prémio Silva Pereira para mim será como a ‘cereja no topo do bolo’, uma vez que me permitirá realizar mais concertos e isso é o que procuro para a minha carreira”, diz.

 

“há uma competição muito grande entre todos os concorrentes pois o nível é bastante elevado”

Desde Maio que está envolvido nesta edição PJM. A formação é contínua, mas para este concurso trabalhou “especificamente o repertório” com os seus professores Michel Arrignon e Nicolas Baldeyrou. Mais difícil foi enfrentar a forte concorrência dos outros clarinetistas: “Sinto que há uma competição muito grande entre todos os concorrentes pois o nível é bastante elevado. Todas as eliminatórias foram difíceis e à medida que cada fase foi passando, a pressão foi crescendo, mas posso afirmar que a final foi o momento mais duro”.

“O momento mais emocionante foi escutar o meu nome como grande vencedor desta edição e ouvir todos os meus amigos e família gritarem de alegria”, sublinha.

 

Influência do ambiente da filarmónica

Natural de Santa Comba Dão, onde iniciou os estudos musicais na Sociedade Filarmónica Lealdade Pinheirense, aos 8 anos, Horácio Ferreira diz que integrou a filarmónica por ‘hobby’ e por falta de alternativas para os tempos livres. “Sempre gostei do ambiente em que estava inserido nomeadamente por poder desfrutar de ambientes completamente diferentes dos meus colegas que não frequentavam a filarmónica, refiro-me a encontros de bandas, concertos em vários pontos do país, convívios e cursos de jovens promovidos pelo INATEL”, explica.

Foi assim que começou a ouvir outros tipos de música, como orquestras, bandas sonoras, instrumentistas a solo: “Todos estes aspectos fizeram com que eu tivesse a motivação para concorrer à Escola Profissional de Música de Espinho e apostar num futuro que era ser músico”.

 

“considero importante ser conhecido internacionalmente”

Da aposta na música surgiu o sonho de ser solista numa grande orquestra: “Neste momento pretendo consolidar a minha carreira e fazer tudo o que está ao meu alcance para poder ganhar um lugar numa orquestra”.

Paralelamente, vai continuar a marca presença nos concursos e, quem sabe, a arrecadar mais prémios: “considero importante ser conhecido internacionalmente e a melhor maneira de o fazer é participar em concursos”.

 

“é cada vez mais necessário ir para o estrangeiro”

E não é preciso ir estudar para fora para se fazer carreira: “Há excelentes músicos em Portugal que se afirmam no estrangeiro sem nunca terem estudado lá fora”. No entanto, “com a escassez de oportunidades que existem em Portugal e com as lacunas que existem no sistema de ensino superior artístico é cada vez mais necessário ir para o estrangeiro”.

O próprio Horácio é disso exemplo - está actualmente a estuda na Escuela Superior de Musica Reina Sofia em Madrid, sob orientação dos professores Enrique Pérez Piquer e Michel Arrignon.

 

“não há sistemas de incentivo para os jovens em início de carreira”

“Não é fácil ser-se músico em Portugal! Não temos mercado para todos e as novas gerações simplesmente não têm oportunidades. As orquestras estão praticamente preenchidas e não há sistemas de incentivo para os jovens em início de carreira”, aponta.

Uma geração que “tem imenso talento, que cada vez mais cedo atinge um alto nível artístico”. Afirma que “há músicos portugueses a ganharem bastante importância e destaque em grandes orquestras”. Porém, “estamos perante o paradigma de músicos cada vez melhores versus a escassez oportunidades”. 

 

 

Horário Ferreira

Horário Ferreira (Santa Comba Dão, 1988) iniciou os estudos musicais na Sociedade Filarmónica Lealdade Pinheirense, aos 8 anos. Estudou no Conservatório de Música de Coimbra (com Henrique Pereira), na Escola Profissional de Música de Espinho – EPME (com Luís Carvalho) e licenciou-se na Escola Superior de Música e das Artes do Espectáculo – ESMAE, na classe do professor António Saiote.

Participou em master classes com António Saiote, Florent Héau, Phillipe Berrod, Larry Combs, Henrique Pérez Piquer, Michel Lethiec, Charles Neidich, Steve Cohen, Pascual Martínez, Jérôme Verhæghe, Rodovan Cavalin, Eduard Brunner, entre outros. Trabalhou música de câmara com nomes como Radovan Vlatković, Klaus Thunemann, Jaques Zoon, Luís Fernando Pérez, Hansjörg Schellenberger, Márta Gulyás, etc.

Enquanto aluno da EPME participou na Orquestra Sinfónica da mesma e posteriormente na Orquestra Clássica de Espinho, fazendo em 2005 uma digressão ao Brasil, actuando nas principais salas. Desde cedo participou activamente em encontros de jovens destacando-se a Banda Sinfónica Minho-Galaica, Banda Sinfónica de Santa Maria da Feira, Banda Sinfónica do Centro, Orquestra Juvenil de Fajões, Orquestra de Jovens de Águeda, participou no VII estágio da Orquestra APROARTE e no I Estágio para Orquestra promovido pela Fundação Calouste Gulbenkian.

Obteve diversas distinções, como o 1º Prémio no “Concurso da Costa Azul” - classe B, 3º Prémio no “High School Solo Competition” (Vancouver), 1º Prémio na 21ª edição do “Prémio Jovens Músicos”; 1º Prémio no Concurso Nacional “Terras de La Salette” e 2º Prémio execuo no 16º Concurso de Interpretação do Estoril, tendo sido semifinalista no concurso "Ciudad de Dos Hermanas" (Sevilha), finalista no "Young Artists Competition" (Kansas City) e no Concurso Internacional “Gioseppe Tassis” (Milão). Recentemente foi galardoado no “Concours Debussy” International Clarinet Competition (Paris) com a melhor interpretação da Première Rhapsodie de Debussy.

Horácio Ferreira é um dos principais reforços da Orquestra Sinfónica Portuguesa e da Orquestra Filarmonia das Beiras após concurso público. É também membro fundador do projecto Banda Sinfónica Portuguesa, agrupamento com o qual realizou uma digressão à China em 2014 e gravou inúmeros CD’s. Com esta formação obteve o 1º prémio nos concursos de Bandas em La Sénia (Barcelona) e 60º World Music Contest em Kerkrade (Holanda). Prontamente também se associou activamente ao projecto Orquestra XXI, reunindo vários músicos portugueses que residem no estrangeiro.

Colaborou também com a Orquestra Gulbenkian, Orquestra Clássica de Espinho e com a Orquestra Sinfónica da Póvoa de Varzim. Enquanto estudante participou na Orquestra de Clarinetes Invicta ‘All-Stars’, Orquestra Sinfónica da ESMAE, Orquestra Sinfónica Freixnet da Escuela Superior de Musica Reina Sofia e Sinfonietta da ESMRS.

A sua experiência enquanto músico de orquestra permitiu-lhe trabalhar com maestros como António Victorino D’Almeida, Douglas Bostock, Martin André, Antonio Pirolli, Emil Tabakov, Cesário Costa, Jean-Marc Burfin, Ernst Schelle, Jan Cober, Rodolfo Saglimbeni, Alex Schilling, José Vilaplana, Luís Carvalho, Pablo González, Peter Rundel, Pascal Rophé, Pedro Neves, Joana Carneiro, Speranza Scappucci, entre outros.

Gravou a obra Submundo, de Sara Claro, para a GDA/RDP, inserido num CD de comemoração dos 25 anos do Prémio Jovens Músicos. Actuou no Festival de Música de Guimarães, Festival Internacional de Música de Espinho, Festival Internacional de Música Príncipe de Astúrias, Festival de Clarinetes do Dão, Cistermusica, Festival ao Largo, Festival Internacional da Póvoa de Varzim e no Congresso Mundial de Clarinete.

Apresentou-se como solista com a Orquestra de Clarinetes de Almada, Banda Amigos da Branca, Orquestra da Fundação Príncipe das Astúrias e Orquestra Gulbenkian.

Actualmente prossegue os estudos em Madrid na Escuela Superior de Musica Reina Sofia sob orientação dos professores Enrique Pérez Piquer e Michel Arrignon, e em Paris, com Nicolas Baldeyrou.

Horácio Ferreira é bolseiro da Fundación Albéniz, Fundación Carolina e Fundação Gulbenkian.

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