PJM 2018

título da imagem

FESTIVAIS

PRÉMIO JOVENS MÚSICOS


Mafalda Carvalho, vencedora PJM Flauta

Podemos dizer que Mafalda Carvalho é uma veterana do PJM. Porque foi laureada com o 3º Prémio em Flauta, nível superior (2010); 2º Prémio em Música de Câmara, nível superior com o Trio Densité (2011); 2º Prémio em Música de Câmara, nível superior, com o Trio Cadenza, dois anos seguidos, 2012 e 2013. Finalmente, em 2016, conseguiu o 1º Prémio em Flauta, nível superior.

 

A música portuguesa no PJM

“Sempre que concorri ao PJM foi com o objetivo de melhorar tanto a nível musical como pessoal. Um concurso desta dimensão envolve muitas horas de trabalho, seja a nível individual, com piano ou em grupo, no caso de Música de Câmara”, afirma Mafalda Carvalho. Considera o PJM, nível de categorias de solistas, o concurso “mais prestigiado” a nível nacional: “poder fazer parte dele foi muito importante, ou seja, poder mostrar o trabalho desenvolvido ao longo da preparação e na altura da prova, dar o tudo por tudo”.

Destaca a música portuguesa como o ponto mais forte do PJM: “Em cada categoria de solista há uma obra obrigatória encomendada a um compositor português para cada edição e no caso da música de câmara também é promovida a música portuguesa”.

 

concentração e objetivos bem definidos”

Estudo e ensaios intensivos, mas sobretudo “concentração e objetivos bem definidos” são fundamentais para uma boa preparação. Depois, nas provas, vem a ansiedade “difícil de gerir, mas que se vai aprendendo a controlar”.

Aguarda também com ansiedade o Concerto de Laureados: “Tocar a solo com a Orquestra Gulbenkian será algo que nunca esquecerei, um momento marcante na minha carreira”.

Entretanto, a sua carreira terá com um novo desafio – será a 1ª Flauta da Orquestra Clássica da Madeira nesta nova temporada. Continuará também a tocar com o Ensemble Éolia (ensemble de flautas), a participar em concursos internacionais e a fazer audições de orquestra.

 

Um percurso apoiado incondicionalmente

No seu ainda curto percurso, contou com o apoio incondicional dos pais e dos amigos. Lembra a União Filarmónica do Troviscal, onde aprendeu flauta e cresceu; os professores no Conservatório de Música de Aveiro Calouste Gulbenkian, sobretudo a professora Ana Maria Ribeiro. Realça também o apoio das professoras Ana Raquel Lima, na ESMAE, e Daniela Coimbra, que a orientou no Mestrado em Interpretação Artística. E ainda na Universidade de Aveiro, o professor Jorge Salgado e a Orquestra Filarmonia das Beiras.

Como momentos marcantes destaca a tour a Abu Dhabi com a Orquestra Sinfónica da Galiza em Janeiro deste ano e quando tocou o Prélude d’aprés midi d’un faune de Debussy com a Orquestra Estágio Gulbenkian de Orquestra, sob direção da maestrina Joana Carneiro e apoio da professora Cristina Anchel.

 

uma geração de lutadores”

Não obstante a música ser hoje uma certeza na sua vida, Mafalda queria ser médica para poder ajudar as pessoas. Conta que “o tempo foi passando e as ideias foram mudando”. Só escolheu a Música quando estava no 12º ano, no Curso de Ciências e Tecnologias.

“Um lugar de orquestra foi sempre o que quis ter e agora é procurar sempre melhor. Mas admito que tocar a solo com orquestra dá outro prazer”, confessa.

Define a sua geração como “uma geração de lutadores”, de grandes talentos comprovados a nível nacional e internacional: “Lutamos por aquilo que queremos alcançar, e esforçamo-nos ao máximo para concretizar os nossos objetivos”.

 

temos de dar valor ao que temos em Portugal”

E para concretizar esses objetivos não é preciso emigrar, como prova o seu exemplo: “Eu realizei os meus estudos em Portugal, a licenciatura e o Mestrado em Interpretação Artística na ESMAE e o Mestrado em Ensino de Música na Universidade de Aveiro. Não acho que seja fundamental estudar no estrangeiro, mas admito que se possam abrir mais portas do que cá. Mas acima de tudo, acho que temos de dar valor ao que temos em Portugal”.

A valorização tem que começar nos próprios músicos, que devem contribuir para o futuro de música em Portugal, ao “desenvolver projetos fora das grandes cidades e levar a música erudita a todo o país.”

 

Mafalda Carvalho

Mafalda Carvalho é flautista e professora de flauta transversal, nasceu a 11 de Julho de 1991 e é natural do Troviscal.

Foi-lhe conferido pela Universidade de Aveiro o Grau de Mestre em Ensino de Música, na classe do professor Jorge Salgado Correia e pela Escola Superior e Música, Artes do Espetáculo (ESMAE) o Grau de Mestre em Interpretação Artística em Flauta Transversal da classe da professora Ana Raquel Lima. Estudos prévios incluem a Licenciatura na ESMAE e o oitavo grau do Conservatório de Música de Aveiro Calouste Gulbenkian que concluiu com a mais elevada classificação.

Mafalda Carvalho iniciou os seus estudos musicais na escola de Música da União Filarmónica do Troviscal aos seis anos e ingressou no Conservatório de Música de Aveiro Calouste Gulbenkian em 2000 tendo como docentes de flauta a professora Florbela Gonçalves, José Abreu e Ana Maria Ribeiro. Participou em várias masterclasses, e integrou diversas orquestras de sopros. Em orquestras de Jovens participou como membro da Orquestra de Jovens de Portugal – Momentum Perpetuum e em diversos estágios da Orquestra de Jovens dos Conservatórios Oficiais de Música, para além da Orquestra de Jovens da Sinfónica da Galiza e do Estágio Gulbenkian para Orquestra. Na sua formação na música contemporânea conta com a participação na I Academia de Verão do Remix Ensemble e foi membro do Ensemble Contemporâneo do Porto.

Dos prémios que recebeu destacam-se o Primeiro lugar no Prémio Jovens Músicos de 2016, no nível superior, o Segundo lugar o Prémio de Interpretação Frederico de Freitas também em 2016, o Prémio Honorífico David Russel para Jovens Talentos em Vigo no ano de 2008, o Primeiro lugar no concurso de La-salette- Oliveira de Azeméis em 2010, Primeiro lugar no concurso Paços Premium 2010 e Terceiro lugar no Prémio Jovens Músicos, nível superior em 2010, Primeiro lugar Concurso Albertino Lucas – Fafe em 2010 e Menção Honrosa no Prémio Helena Sá e Costa em 2011, Segundo lugar no I Concurso Internacional Terras de La- Salette em Abril de 2012, Primeiro lugar no Concurso Internacional Terras de La- Salette em Abril de 2013. Prémio atribuído pelo Rotary Club Veloso &Troca, Lda por ter sido uma dos três melhores alunos da ESMAE no ano letivo de 2011/2012, para além de prémios com os seus grupos de música de câmara.
Enquanto docente, deu aulas na Escola de Música da União Filarmónica do Troviscal, realizou substituições na Academia de Música de Paços de Brandão e na Escola Profissional de Arte de Mirandela e foi professora na Escola de Música de Perosinho nos anos letivos de 2014/2015 e 2015/2016.

Na sua atividade enquanto músico de orquestra foi flautista da Fundação Orquestra Estúdio – Guimarães 2012, Capital Europeia da Cultura, colaborou com a Orquestra Filarmonia das Beiras, Orquestra Clássica da Madeira, Orquestra Gulbenkian e Orquestra Sinfónica da Galiza (com quem realizou uma digressão a Abu Dhabi em Janeiro de 2016).

Enquanto solista tocou com a Orquestra Clássica da Madeira, com a Orquestra Sinfonieta da ESMAE e com a Orquestra Metropolitana de Lisboa na final do Concurso “Jovens flautistas 2012”.
É membro do Trio Densité (flauta, clarinete e piano), do Trio Cadenza (flauta, violoncelo e piano) e do Ensemble de Flautas Éolia.

Ganhou recentemente a audição para 1º Flauta da Orquestra Clássica da Madeira, que vai integrar na temporada de 2016/2017.

Mafalda Carvalho
  • Mafalda Carvalho
  • Mafalda Carvalho
  • Mafalda Carvalho
  • Mafalda Carvalho
  • Mafalda Carvalho
  • Mafalda Carvalho
  • Mafalda Carvalho
  • Mafalda Carvalho
  • Mafalda Carvalho
  • Mafalda Carvalho
Anterior | Seguinte Voltar
Publicidade
título da imagem
título da imagem
título da imagem
título da imagem
título da imagem
título da imagem
Edições Convite à Música
título da imagem
título da imagem
Con Música
Frederico Fernandes
título da imagem
título da imagem
título da imagem
título da imagem
Companhia dos Vinhos do Douro
título da imagem
ava
Mário Jorge Silva