Concurso de Gondomar

PJM 2019

FESTIVAIS

PRÉMIO JOVENS MÚSICOS

Autor: Sandra Bastos

25 out 2016

Última atualização: 09 nov 2018


Nuno Coelho, vencedor PJM Direção de Orquestra

Maestro e violinista português, Nuno Coelho foi recentemente escolhido para Maestro Assistente da Nederlands Philharmonisch Orkest em Amesterdão, onde irá colaborar com Marc Albrecht e a Ópera de Amesterdão durante as próximas duas temporadas. Este ano foi também aceite no Dirigentenforum do Deutsche Musikrat, uma plataforma de formação e promoção de jovens maestros na Alemanha.

Atualmente estuda Direção de Orquestra na Zürcher Hochschule der Künste com Johannes Schlaefli e tem participado em masterclasses com B. Haitink, Esa-Pekka Salonen, N. Järvi e G. Rozhdestvensky. Em Portugal entra para a história ao ser o primeiro vencedor da categoria de Direção de Orquestra do Prémio Jovens Músicos (PJM).

 

Nuno Coelho louva a iniciativa do PJM ao abrir pela primeira vez no concurso a categoria de Direção de Orquestra, uma aposta ganha: “Ao longo das três fases do concurso ficou demonstrado que há vários jovens maestros, muito competentes e empenhados, com muita vontade de mostrar o nosso trabalho e fazer música em Portugal”.

O repertório era “extenso e variado”, por isso a sua preparação “focou-se sobretudo em ter uma ideia clara sobre os seus diferentes estilos e linguagem”. Dirigir a Orquestra Sinfónica Portuguesa no Festival PJM foi a maior compensação: “Os músicos da Orquestra mantiveram uma atitude muito aberta e carinhosa ao longo das todas as provas e foi uma honra dirigir o concerto na Gulbenkian”.

 

“ouvir muita música, gravações, concertos”

Como maestro, privilegia “a preparação e estudo das partituras; pesquisar informação sobre os vários estilos, a vida dos compositores, a época em que as obras foram escritas; ouvir muita música, gravações, concertos. Só depois vem a fase do trabalho com a orquestra e performance do concerto”.

Para a sua formação foram determinantes os masterclasses com Bernard Haitink e Esa-Pekka Salonen: “Além dos conhecimentos sobre as obras foi muito enriquecedor conhecer as suas opiniões sobre música e como encarar a profissão.”l

No último ano, destaca o trabalho como maestro assistente da Nederlands Philharmonisch Orkest e a participação no Tanglewood Music Festival.

 

“O contacto com outros culturas e pessoas, conhecer diferentes estilos de vida, diferentes formas de trabalhar, de fazer música”

Nuno só começou a levar a música mais a sério aos 16 anos, após o contacto com orquestra sinfónica nos estágios da OJ.COM e posteriormente com a Orquestra de Jovens Momentum Perpetuum. “Estudei violino durante vários anos e ao fim de algum tempo a tocar em orquestras comecei a ter curiosidade pelo “outro lado”. Inscrevi-me em algumas aulas e masterclasses e a partir daí foi crescendo”, explica.

Estudar fora de Portugal foi marcante a nível pessoal: “O contacto com outros culturas e pessoas, conhecer diferentes estilos de vida, diferentes formas de trabalhar, de fazer música. Tudo isso é muito enriquecedor.”

 

“o sucesso desta nova geração só foi possível devido ao trabalho realizado pelos professores e instituições que apoiaram e abriram portas”

Em Portugal, diz que “há muita gente dedicada a trabalhar pelo futuro da música clássica, sejam “jovens” ou menos jovens”. Não admira, pois, que “o sucesso desta nova geração só foi possível devido ao trabalho realizado pelos professores e instituições que apoiaram e abriram portas”.

Defende que problemas e desafios na música erudita há em todos os país, a diferença está naquilo que cada um pode fazer: “Vejo muitos colegas em Portugal e fora do país a desenvolver projetos e construir bases para o futuro.”

 

Um Maestro de Ópera

No futuro gostaria muito de dirigir ópera, não interessa onde. Pelo menos por agora o futuro já é uma realidade, já que está a trabalhar na Ópera de Amesterdão como maestro assistente na produção da ópera “Parsifal” de Wagner: “É uma companhia muito grande e profissional e tem sido uma grande experiência trabalhar com cantores excelentes como Christopher Ventris e Petra Lang”.

Em Dezembro, tem concertos com a Nederlands Philharmonisch Orkest no Concertgebouw de Amesterdão e noutras cidades da Holanda.

Foto: Pedro Pina_RTP/Antena 2
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  • Foto: Pedro Pina_RTP/An
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