PJM 2018

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TALENTI

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Adriana Ferreira laureada no Concurso de Genève

Foi laureada em Dezembro passado com o 2º Prémio no Concurso Internacional de Genève, em ex-aequo com o coreano Yubeen Kim, de apenas dezassete anos. Elena Badaeva, da Rússia, ficou em 3º lugar. O 1º Prémio não foi atribuído. A flautista Adriana Ferreira ganhou também o Prémio Breguet, que contempla a gravação de um CD. O Prémio do Público foi atribuído a Yubeen Kim.

Depois de três fases de concurso com cerca de cinquenta candidatos vindos de diferentes países, Adriana apresentou-se na final a solo com a Orquestra de Câmara de Genève, tendo interpretado o concerto de Mozart em D Maior e o Concerto de Jolivet.

O concurso de Genève é um maiores e prestigiados concursos do Mundo, em 69 edições de diferentes instrumentos muitos são os laureados de renome internacional como Martha Argerich, Arturo Benedetti-Michelangeli, Victoria De Los Angeles, Alan Gilbert, Nelson Goerner, Friedrich Gulda, Heinz Holliger, Nobuko Imai, Quatuor Melos, Emmanuel Pahud, Maurizio Pollini, Georg Solti, José Van Dam, Christian Zacharias, Tabea Zimmermann entre outros.

 

“a música envolve partilha, generosidade, beleza… E, nem sempre são estes os aspectos mais transcendentes num concurso”

Para Adriana, este o Concurso de Genève será recordado “pelas vivências e pelos prémios”. Porém, valoriza cada vez mais “a música por si só, independentemente de eventos deste género, que pressupõem uma valorização do indivíduo em alta competição. Ora, a música envolve partilha, generosidade, beleza… E, nem sempre são estes os aspectos mais transcendentes num concurso”.

Adriana Ferreira também é vencedora e premiada noutros concursos de grande prestigio como o Carl Nielsen International Competition o Kobe International Competition e recentemente o Concorso Flautistico Internazionale "Severino Gazzelloni". Actualmente ocupa o lugar de flautista solista na Orquestra Nacional de França em Paris.

 

Prémio Berguet contempla gravação de CD

Além do prémio monetário, o Concurso de Genève garante uma colaboração entre os seus laureados e a agência de concertos Pro Musica Genève, no sentido de no futuro realizarem mais concertos na Suíça e no estrangeiro.

Por outro lado, a Berguet criou o Prémio Coup de Cœur no sentido de criar um retrato de um laureado, registado em CD, que inclui uma ou mais obras com orquestra, uma a solo e outra em música de câmara.

Ainda não nos pode adiantar a escolha do repertório, mas certo é que as gravações terminam em Agosto, estando previstos dois concertos prévios: um em Junho no Victoria Hall de Genève e outro em Agosto no Festival de Haudères. O concerto de lançamento do CD, deve acontecer em Novembro no final, do Festival dos Laureados do Concurso de Genève.

 

“tocou dez obras nas três eliminatórias e final do concurso”

Uma das especificidades deste concurso é o facto de ser obrigatório interpretar todo o programa decor, à excepção de duas obras na terceira eliminatória (visto tratar-se de música de câmara). A organização do repertório do concurso é também um pouco particular: flauta solo (1ª eliminatória); recital com cravo e piano (2ª eliminatória); música de câmara (3ª eliminatória); e solista com orquestra (Final).

Além das três obras que gravou no CD de pré-selecção, tocou dez obras nas três eliminatórias e final do concurso: “Relativamente às várias provas, desfrutei de todo o programa, mas especialmente da Sequenza de L. Berio, da Sonata Hallenser n. 3 de G. F. Händel, bem como do Concerto de André Jolivet”.

“Na realidade não tive oportunidade de estudar continuamente para o concurso, dado o meu trabalho em orquestra, pelo que preparei este programa nas semanas livres que fui tendo desde o mês de Agosto”, conta.

 

“o mais difícil é aliar a preparação das várias provas tendo em conta o cansaço e a concentração”

Importante foi também o apoio dos pais (presentes na Final) e dos colegas portugueses, estudantes e residentes em Genève: “não conseguirei agradecer-lhes o suficiente por todo o apoio!”

Foi um concurso exigente, tanto física como psicologicamente, tendo em conta que durou quase três semanas. “Trata-se de adquirir uma resistência física, embora nos últimos dias o cansaço seja realmente evidente e difícil de combater. Mentalmente, gerir a atenção/concentração e o stress é algo que se trabalha ao longo da vida de músico e não só durante um concurso. No entanto, nestes momentos, o mais difícil creio eu, é aliar a preparação das várias provas tendo em conta o cansaço e a concentração - esta não é infinita e o cansaço deve ser o mínimo possível, pelo que é necessário estudar profundamente durante períodos de tempo não muito longos”, explica.

 

“Devo dizer que são situações como esta que fazem valer a pena árduos anos de estudo!...”

A Final com orquestra apesar de ser semelhante a um concurso regular, é bastante diferente: “Além do cansaço, até os ensaios com orquestra são diferentes – a orquestra interioriza três versões diferentes das mesmas obras, tocando-as seguidas no mesmo concerto. Ora, isto requer uma ainda maior precisão, bem como uma adaptação mais rápida tanto da minha parte como da orquestra. Digamos que, para o maestro, a Final constitui uma colecção de Post-its que vão sendo colados e descolados das partituras, tendo em conta os apontamentos dos vários finalistas”.

Contudo, independentemente do contexto, o concerto final foi um momento muito especial: “Devo dizer que são situações como esta que fazem valer a pena árduos anos de estudo!...”

 

 

 

Adriana Ferreira (Cabeceiras de Basto, 1990) é solista da Orquestra Nacional de França desde 2012. Obteve o 1º Prémio, o Prémio da Orquestra e o Prémio do Jovem Júri no Concurso Internacional de Flauta Carl Nielsen (Dinamarca), bem como o 3º Prémio no Concurso Internacional de Flauta de Kobe (Japão). Apresentou-se a solo com a Orquestra Metropolitana de Lisboa, Orquestra Gulbenkian, Orquestra Sinfónica de Odense, Orquestra de Câmara de Kobe e Orquestra de Câmara do Kremlin, entre outras. O seu primeiro CD - Danse des Sylphes, com a pianista Isolda Crespi, foi lançado em 2011, pela Numérica.

Foi solista em diversas Convenções de Flauta e Festivais Internacionais de Música em Portugal, Espanha, França, Suíça, Inglaterra, Alemanha, Holanda, Dinamarca, Finlândia, Noruega, Rússia e Estados Unidos. Foi premiada em diversos concursos, obtendo, entre outros, o 1º Prémio e o Prémio do Público no Concurso de Interpretação do Estoril | Prémio El Corte Inglés e o 1º Prémio no Concurso Nacional do Jovem Flautista em França. Estreou obras de vários compositores, como o Concerto para Flauta e Orquestra, de Joaquim dos Santos, e [p][k][t] para Flautim e Electrónica, de Diana Soh (IRCAM), a si dedicados.

Natural de Cabeceiras de Basto, Adriana Ferreira obteve um Prémio de Mérito do Ministério da Educação e o Prémio Dra Manuela Carvalho pelos seus estudos na Escola Profissional Artística do Vale do Ave (Artave), na classe de flauta de Joaquina Mota. Ex-bolseira da Fundação Calouste Gulbenkian, concluiu o Mestrado no Conservatório Nacional Superior de Música de Paris na classe de Sophie Cherrier e Vincent Lucas, tendo ainda estudado durante um ano na Escola Superior de Música Hanns Eisler de Berlim (Erasmus), na classe de Benoît Fromanger. Paralelamente, é licenciada em Musicologia pela Universidade Paris-Sorbonne.

 

 

Créditos: Anne-Laure Lechat
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