PJM 2018

título da imagem

ENSEMBLE - MÚSICA CÂMARA

TUTTI


Verão Clássico, Academia Internacional de Música de Lisboa

O Verão Clássico – Academia Internacional de Música de Lisboa regressa entre os dias 30 de julho e 6 de agosto, no Centro Cultural de Belém, em Lisboa. Esta edição conta conta 148 alunos, dos 14 aos 30 anos, entre os quais 56 estrangeiros de 22 nacionalidades diferentes.

Filipe Pinto-Ribeiro , Diretor Artístico e Pedagógico do Verão Clássico, explica que “no ano passado funcionou muito bem, foram 92 participantes, os concertos apesar de serem no final de julho e início de agosto, fora de temporada, estavam cheios, havia muita gente, muitos turistas. Houve logo uma participação muito interessante de músicos internacionais, cerca de 30 por cento. Este ano tudo subiu”.

 

professores de difícil acesso”

As masterclasses, Solista ou Música de Câmara, têm como professores Gary Hoffman, Violoncelo, na Capela Musical Rainha Elisabete da Bélgica; Jack Liebeck, Violino na Royal Academy of Music de Londres; Olivier Patey, 1º Clarinete solo da Orquestra Concertgebouw de Amesterdão; Eldar Nebolsin, Piano, na Escola Superior de Música “Hanns Eisler “ de Berlim; Benjamin Schmid, Violino, na Universidade Mozarteum de Salzburgo e na Universidade de Berna; Isabel Charisius, Viola, na Universidade de Lucerna e violetista do Quarteto Alban Berg; Matthew McDonald, na Escola Superior de Música “Hanns Eisler “ de Berlim e 1º Contrabaixo Solo da Orquestra Filarmónica de Berlim; Silvia Careddu, Flauta, na Escola Superior de Música “Hanns Eisler “ de Berlim e 1.ª Flauta Solo da Orquestra Sinfónica de Viena e Filipe Pinto-Ribeiro, Piano, Diretor Artístico e Pedagógico do Festival. 

“Para mim é muito importante que se crie um evento de excelência que dê resposta àquilo que os jovens merecem, que é ter contacto com o que de melhor se faz, às melhores escolas. Os professores que trazemos são de difícil acesso, por isso até fazemos os almoços comuns para que os alunos tenham acesso direto a esses músicos, poder fazer-lhes vários tipos de questões sobre as suas carreias, as suas dúvidas, isso acaba por ser muito muito importante”, sublinha o diretor artístico e pedagógico.

Os professores convidados apresentam-se em concerto no MasterFest, enquanto os alunos podem atuar no TalentFest, em quatro concertos de entrada gratuita, que funcionam como “plataformas de apresentação pública e resposta à grande qualidade que tem surgido – há músicos laureados, de excelente qualidade”.

 

uma plataforma de apoio às carreiras dos jovens músicos”

Todos os participantes são candidatos aos Prémios Verão Clássico (nas categorias de Instrumento e Música de Câmara), cujo júri é formado pelos professores. O grupo vencedor tem um concerto garantido nos Dias da Música do próximo ano.

Os restantes premiados poderão ser ainda ter concertos programados noutras salas do país: “Há uma lista de premiados que será uma espécie de bolsa de talentos que recomendamos e estamos a tentar protocolos para os ir colocando. Há uma vontade muito grande para que o Verão Clássico para além de ser uma plataforma de formação, também seja uma plataforma de apoio às carreiras dos jovens músicos. Há uma vontade de os apoiar e encorajar, de lhes abrir portas”.

 

Há um esforço em tornar acessível àqueles que não têm possibilidade mas nem sempre se consegue”

A Academia Internacional de Música de Lisboa irá funcionar em parceria com a Metropolitana, que disponibiliza parte das suas instalações para a organização das aulas e apoia através de bolsas de estudos concedidas aos seus alunos no valor de 2800 euros. Ainda assim, os preços elevados para o mercado nacional exigem mais apoios: “É necessários um esforço económico muito maior. Tentamos que seja o mais justo possível, que haja bolsas. Apesar de termos apoios muito importantes, precisamos de mais para facilitar várias situações, porque além da propina, há o esforço do alojamento, da viagem, da alimentação. Isso era outro aspeto que queria melhorar - oferecer alojamento”.

Há também uma parceria com a Orquestra Geração para atribuir bolsas integrais a 13 alunos que terão direito a participar sem qualquer custo: “Há um esforço em tornar acessível àqueles que não têm possibilidade mas nem sempre se consegue. Pessoalmente, é uma frustração grande porque sempre que vejo um caso que se não se pode realizar por uma questão de dificuldade financeira, fico bastante tocado”.

 

Prémio de Composição CCB DSCH

O grande destaque desta edição é o Prémio de Composição CCB DSCH (Schostakovich Ensemble), que pretende distinguir uma obra de música de câmara e está aberto a compositores portugueses ou estrangeiros a residir em Portugal há mais de cinco anos. As obras candidatas deverão ter sido compostas entre Abril de 2012 e Abril de 2017 exclusivamente para trios, quartetos ou quintetos e deverão ter entre cinco e 15 minutos. O prémio atribuído terá o valor de cinco mil euros, o maior prémio de composição em Portugal. A obra vencedora será apresentada no Verão Clássico de 2017.

“É uma grande novidade, uma ideia já com alguns anos. Há, sem dúvida, um conjunto de compositores de grande qualidade, um segundo renascimento da composição portuguesa, depois do primeiro no início do séc. XX. Há uma pujança grande na composição portuguesa, muitas obras infelizmente não estão editadas ou não são tocadas ou não estão acessíveis”, sublinha Pinto-Ribeiro.

A ideia é“incentivar a composição ao galardoar obras de grande qualidade” e ir criando “um catálogo de obras”, já que o concurso é anual e vai ter continuidade: “Nós sentimos que havia necessidade de um concurso de reconhecimento de obras de excelência, que fossem ficando associadas a um prémio e que não tivesse limite de idade, que estivesse aberto a todos os compositores. Por exemplo, na literatura e noutras áreas, nós temos prémios que são prémios de qualidade mas que não limitam”.

Não obstante ser um prémio nacional, a organização quer que tenha um reconhecimento internacional: “Tivemos imprensa estrangeira no ano passado, por isso acreditamos que ao apresentar a obra, criamos uma referência e, quem sabe, daqui a alguns anos passar a ser um concurso internacional”. Garantida está também a edição da obra.

 

a Música de Câmara exige dos compositores a maior profundeza de pensamento e perfeição”

Para Filipe Pinto-Ribeiro, a Música de Câmara “é sempre uma área mais complexa a todos os níveis”, sobretudo da composição: “Como dizia Schostakovich, a Música de Câmara exige dos compositores a maior profundeza de pensamento e perfeição porque se nota. Para tocar e se fazer sucesso na Música de Câmara também é necessária muita atenção ao detalhe. É complexo, exige muito dos intérpretes e também do público. A música sinfónica e a ópera, por exemplo, são muito mais imediatas, têm outro efeito e poder no público”. Defende ainda que “muitas das grandes obras primas da maior parte dos compositores estão na música de câmara, são tesouros!”

O facto de ser mais difícil de ouvir - “exige do público uma grande concentração e preparação”, justifica as enormes dificuldades na sua programação: “Do ponto de vista financeiro, seria lógico haver mais Música de Câmara, temos espaços maravilhosos em todo o país, onde se podiam programar, mas sente-se uma grande dificuldade. Acho que isso tem a ver com a tradição, com a formação de público, que prefere ouvir uma orquestra do que um quarteto de cordas”.

 

tem que haver um esforço para se chegar ao público e para lhes explicar um pouco o que é a Música de Câmara”

Explica que a Música de Câmara também está muito ligada à tradição: “Enquanto no centro da Europa temos uma série de países onde a Música de Câmara é muito importante, onde há vários festivais de música de câmara, em locais próximos das pessoas, como igrejas, etc, em Portugal, nós não temos essa tradição”.

No entanto, é preciso começar a inverter este panorama: “Ao nível dos agrupamentos de Música de Câmara tem que haver um esforço para se chegar ao público e para lhes explicar um pouco o que é a Música de Câmara, porque ela em si é uma das áreas mais eruditas da música, por aí torna-se mais difícil chegar ao grande público”. 

 

Mais informações

Prémio de Composição CCB DSCH

Verão Clássico CCB
  • Verão Clássico CCB
  • Prémio Composição
  • Filipe Pinto-Ribeiro
  • Verão Clássico CCB
  • Prémio Composição
  • Filipe Pinto-Ribeiro
Anterior | Seguinte Voltar
Publicidade
título da imagem
título da imagem
título da imagem
título da imagem
título da imagem
título da imagem
Edições Convite à Música
título da imagem
título da imagem
Con Música
Frederico Fernandes
título da imagem
título da imagem
título da imagem
título da imagem
Companhia dos Vinhos do Douro
título da imagem
ava
Mário Jorge Silva