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Itinerário do Sal

Autor: Bertrand Dubedout

07 mai 2013

Última atualização: 25 nov 2018


Reflexão sobre a Criação e a Loucura, Itinerário do Sal  gira em torno da linguagem, da palavra-sentido e da palavra-som; ambas tratadas como dimensões da voz, da voz enquanto extensão do corpo e ambas totalmente integradas na construção cénica como projecção tangível da ressonância das palavras através do som e da imagem.

Áudio, Vídeo e processamento electrónico em tempo real associados à projecção espacial da voz, da poesia, do gesto, da música e do traço, desenvolvem uma polifonia de sentidos, um contraponto de significados, uma exuberância de emoções.

Um performer/autor em palco talha ao vivo novos trilhos na música electrónica; o som, a luz, as imagens e o movimento como que desenhados, pintados ou esculpidos, desafiam de forma poderosa, intensa e emocionante as convenções e os limites entre Música, Teatro e Ópera.


Sinopse

Itinerário do Sal é a concretização de um trabalho de criação sobre a escrita: sobre a escrita musical, sobre a escrita poética, sobre a escrita gestual do músico/actor e da sua própria imagem, onde a voz é o prolongamento do corpo e do pensamento do poeta. Eis, portanto, a simbiose entre a essência da palavra e a evolução do Ser, apresentada na forma de uma nova dramaturgia designada por Ópera Electroacústica.
A primeira parte, aborda a questão da ausência do autor enquanto desdobramento e deslocação da sua personalidade criadora e põe em cena a própria cena.
A segunda parte é dominada pela pesquisa do gesto da escrita interpretado como gesto instrumental e portanto musical. No fundo do gesto de escrever está o som da palavra. A palavra subordinada à vida. A palavra liberta da palavra.
A terceira parte dá corpo à palavra e dá-lhe imagem. A partitura do poema compõe o tempo. Quem se lembra do tempo? Mas é o tempo que se lembra de nós! O criação toma conta do criador e volta a questão da loucura... dos seus limites, da cegueira causada pelo excesso de lucidez, pelo excesso de Ver. É a cegueira do branco que queima, o branco do sal. Na luz, ninguém o vê!
No palco, o compositor e o poeta, juntos, num só, conduz-nos através do seu mundo interior, do seu itinerário pessoal a que chama de Sal - o mesmo Sal que representa a sua resistência, a sua vontade, a sua essência e a sua multiplicidade. O Sal (substância fundamental) que nos surge também como manifestação de conhecimento e de sabor; o itinerário que é decerto o do criador, mas que é também e simultaneamente a imagem e à imagem de tantos outros itinerários, caminhos, trocas, inspirações, demandas...

CRÉDITOS
Miguel Azguime – composição, textos e performance
Paula Azguime – desenho de som,  electrónica em tempo real, encenação e vídeo
André Bartetzki – programação vídeo e vídeo em tempo real 
Perseu Mandillo – vídeo

Bertrand Dubedout


"Aliando uma presença cénica de rara intensidade a uma incrível virtuosidade no tratamento electronico das imagens e dos sons, Miguel Azguime absorve-nos para o interior de um turbilhão de imaginação infatigável, para o labirinto de uma invenção de cada instante: grandes planos do sentido, de palavras, de sons, de gestos, de situações, de posturas. Difundido a partir de um dispositivo que circunda o público, o som toma conta do espaço, enquanto que a imagem projectada sobre múltiplos ecrãs se torna volume e território. Em palco, Miguel Azguime conduz o público a um ritmo alucinante, num acto de loucura, de espanto, de emoção."
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