PJM 2018

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Coro de Pequenos Cantores de Esposende

Autor: Fernando Lapa, Compositor

25 abr 2014

Última atualização: 25 nov 2018


O Coro de Pequenos Cantores de Esposende (CPCE) surge em finais de 2009, fruto de uma parceria entre a Escola de Música de Esposende e a Câmara Municipal de Esposende, tendo o processo de seleção e trabalho musical começado no início de 2010.

Desde então o CPCE já se apresentou em vários locais da zona norte de Portugal como são exemplo diversas freguesias de Esposende, mas também na Igreja de S. Vítor em Braga, Sé Catedral de Braga, Igreja de Cedofeita no Porto, Igreja da Misericórdia em Guimarães, Auditório do Conservatório Calouste Gulbenkian e Parque de Exposições de Braga. E ainda noutros locais de relevância cultural nacional, como o Centro Cultural de Belém e a Casa da Música.

Já se apresentou com o decateto de metais Portuguese Brass, Orquestra Portuguesa de Guitarras e Bandolins e a Banda Filarmónica de Antas. O CPCE encontra-se numa fase de grande crescimento, com a divulgação e interpretação de repertório português para coros infantis. Recentemente trabalhou intensamente três obras encomendadas e a si dedicadas, dos compositores Osvaldo Fernandes (compositor residente já com várias obras estreadas pelo CPCE), Fernando C. Lapa e Sérgio Azevedo.

Mais recentemente, o CPCE foi presenteado com a obra “Três Canções de Natal” dedicada pelo compositor Paulo Bastos. Destaca-se também o trabalho de formação, tendo realizado um estágio com o Maestro e Professor de Direção Coral da Escola Superior de Barcelona, Lluis Vila e uma masterclasse de Técnica Vocal com a preparadora vocal do Coro da Catedral de Westminster (Londres), a soprano Anita Morrison.
 
A motivação que levou à criação deste coro é a convicção profunda de que a música, em particular a música vocal/coral, pode ser um instrumento para a elevação cultural das camadas mais jovens, assim como um estímulo para a arte em geral. A aplicação prática deste facto tem como consequência uma sociedade humanamente mais rica e conhecedora quer artisticamente, quer na procura de valores como a qualidade, o rigor, a exigência e a infinita busca da perfeição.

O projeto tem sempre em mente a criação de “escola” e tradição. O CPCE lança em dezembro de 2013 o seu primeiro disco: "Mudam-se os Tempos". Este disco representa o culminar dos primeiros anos de trabalho artístico do grupo e foi possível concretizá-lo graças ao envolvimento e empenho da Câmara Municipal de Esposende e o financiamento da Secretaria de Estado da Cultural através da Direção Geral das Artes. O Coro de Pequenos Cantores de Esposende é dirigido por Helena Venda Lima.

 

Magnificat (para coro de crianças e órgão positivo), por Fernando Lapa:

"O texto do Magnificat é um dos mais altos momentos de expressão poética em todo o Novo Testamento. Em grande parte do texto predomina um ambiente de alegria serena, interior e profunda. Ele fala da concretização da promessa, do novo, da utopia. O reconhecimento da graça. Do milagre.

Não escondo a minha preferência por este hino, o mais admirável de todos os textos litúrgicos que tive oportunidade de trabalhar – a par do “Gloria in excelsis Deo”. Assim, a despeito de alguma exterioridade e exaltação, procurei fazer refletir nesta música aquele lado mais indizível e fascinado que consegui encontrar, para tentar exprimir o milagre de um Deus que quis nascer menino.
 
Também me pareceu, por todas estas razões, que este texto e esta música, poderiam ficar muito bem nas vozes maravilhosas do Coro de Pequenos Cantores de Esposende - entidade que me encomendou a obra e a quem ela vai dedicada, justamente".

 

Romance do Caçador e da Princesa, por Sérgio Azevedo

"A cantata profana para coro de crianças e piano, Romance do Caçador e da Princesa, retira o seu título e texto do “Romanceiro” (1851) recolhido por Almeida Garrett. O texto, de carácter dramático, interessou--me imediatamente, não somente pelo seu valor intrínseco mas também porque não se trata de um daqueles típicos textos para crianças. O fim é trágico, e a tragédia dá-se por uma fraqueza do cavaleiro, incapaz de decidir por si só o que fazer.

O tempo que perde a pedir conselho marca, à boa maneira grega, o ponto de não retorno: quando regressa, está tudo consumado, e só lhe resta, também ele, morrer. A música baseia-se no “ritornello” inicial que simula trompas de caça e que percorre toda a peça, dando-lhe coerência formal.

A parte de piano não se limita a um mero acompanhamento, mas é tratada como um personagem do drama, neste caso, o cavaleiro, e é com o piano que tudo começa e tudo termina".

 

Mudam-se os Tempos..., por Osvaldo Fernandes

"A obra Mudam-se os Tempos... é um ciclo de cinco canções para coro infantil a três vozes e piano, que explora temas tradicionais portugueses provenientes do Cancioneiro Popular Português (Giacometti & Lopes-Graça).

A construção musical deste ciclo apresenta um duplo objetivo: se por um lado procura oferecer aos coralistas uma linguagem musical mais atual, baseada em temas tradicionais portugueses - alguns deles bem conhecidos por todos -, por outro lado, cada um dos andamentos foi elaborado a pensar na evolução técnica dos intervenientes: elementos rítmicos mais complexos, alternância entre o tempo simples e composto, polifonia a três vozes, mudanças constantes de andamentos, efeitos vocais e evolução progressiva do âmbito vocal".

 

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Fernando Lapa, Compositor


"O texto do Magnificat é um dos mais altos momentos de expressão poética em todo o Novo Testamento. Em grande parte do texto predomina um ambiente de alegria serena, interior e profunda. Ele fala da concretização da promessa, do novo, da utopia. O reconhecimento da graça. Do milagre. Não escondo a minha preferência por este hino, o mais admirável de todos os textos litúrgicos que tive oportunidade de trabalhar – a par do “Gloria in excelsis Deo”. Assim, a despeito de alguma exterioridade e exaltação, procurei fazer refletir nesta música aquele lado mais indizível e fascinado que consegui encontrar, para tentar exprimir o milagre de um Deus que quis nascer menino.   Também me pareceu, por todas estas razões, que este texto e esta música, poderiam ficar muito bem nas vozes maravilhosas do Coro de Pequenos Cantores de Esposende - entidade que me encomendou a obra e a quem ela vai dedicada, justamente".
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