PJM 2018

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Gentios são os olhos negros...

Autor: Luís Carvalho, compositor

26 ago 2016

Última atualização: 25 nov 2018


A estreia absoluta aconteceu no passado dia 30 de Julho no Teatro Micaelense (Ponta Delgada, S. Miguel, Açores), num concerto comemorativo do 150º aniversário da Filarmónica Nossa Senhora das Neves [Banda da Relva], e em que o programa foi exclusivamente constituído por obras de compositores portugueses atuais e praticamente todas em estreia absoluta. “A reação do público foi muito calorosa e recebi várias palavras de felicitação, sem dúvida também pelo facto de eu ter utilizado um tema popular da região, o que tocou sentimentalmente muitos açorianos. Afinal, nos Açores como em qualquer outro lugar, creio que as pessoas apreciam ver a sua cultura tradicional ser desenvolvida artisticamente”, explica Luís Carvalho. 

Com  duração de 10 minutos, a obra foi escrita entre março e maio deste ano e foi concebida para a tradicional  banda sinfónica ou orquestra de sopros moderna, incluindo oboés, fagotes, contrabaixo de cordas e diversas percussões, como vibrafone, xilofone e glockenspiel, entre outros. Incluí ainda violoncelos, uma vez que a Banda da Relva (S. Miguel / Açores), para quem a obra foi escrita, tem um pequeno naipe destes instrumentistas: "tive o cuidado de lhes escrever uma parte que é opcional, pois é mais difícil que uma qualquer outra banda/orquestra de sopros que futuramente queiram tocar a obra, tenham também naipe de violoncelos. Assim a obra funciona bem com ou sem o referido naipe de cordas, se bem que eu pessoalmente adore o som de uma banda sinfónica com violoncelos, pois enriquecem sobremaneira a sonoridade global do ensemble."

Casado com uma micaelense, a violetista Susana Cordeiro, o compositor desde o início decidiu que se iria inspirar na música popular açoriana e optou conscientemente por fugir ao estereótipo tema e variações: "Acabei por decidir-me por uma estrutura formal rapsódica bastante livre, em que o tema vai sendo constantemente variado, num processo apelidado de “variação contínua”, e em que reservei uma surpresa final, já que o tema, na sua plenitude, não é apresentado logo no início (como seria o caso num “tema e variações”), mas apenas na secção conclusiva da obra. É a minha “piscadela de olho” a um certo surrealismo tipo “mundo ao contrário”!"

Define a sua música como abstrata mas sem negligenciar a comunicação com o público: "Acho que deve ser o ouvinte a descrever o que a minha música lhe transmite como sentimento e/ou ambiência, pois a maior beleza (e riqueza!) da Arte é precisamente despertar sensações diferentes (e até por vezes contraditórias!) em cada indivíduo."

 

 

Luís Carvalho, compositor


Acabei por decidir-me por uma estrutura formal rapsódica bastante livre, em que o tema vai sendo constantemente variado, num processo apelidado de “variação contínua”, e em que reservei uma surpresa final, já que o tema, na sua plenitude, não é apresentado logo no início (como seria o caso num “tema e variações”), mas apenas na secção conclusiva da obra. É a minha “piscadela de olho” a um certo surrealismo tipo “mundo ao contrário”!
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