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Magnificat e De Profundis

Autor: António Pinho Vargas

28 mar 2017

Última atualização: 22 jul 2017



Magnificat | De Profundis
de António Pinho Vargas

 

Coro Gulbenkian
Paulo Lourenço, maestro

 

Orquestra Metropolitana 
Cesário Costa, maestro

 

Warner Classics, editora

 

Novo disco de António Pinho Vargas que conta com a participação do Coro Gulbenkian e Orquestra Metropolitana de Lisboa dirigidos pelos Maestros Cesário Costa e Paulo Lourenço. “Magnificat|De Profundis”, o novo disco com obras do compositor, músico e ensaísta António Pinho Vargas tem edição mundial marcada para dia 17 de Março. 

Neste seu novo álbum António Pinho Vargas conta com a participação do Coro Gulbenkian dirigido pelo Maestro Paulo Lourenço e Orquestra Metropolitana de Lisboa dirigida pelo Maestro Cesário Costa.

Magnificat, gravado ao vivo pela Antena 2 no Grande Auditório da Culturgest, foi encomendada a António Pinho Vargas pela Culturgest para o concerto comemorativo dos 20 anos da instituição, em 2013. 

De Profundis é a primeira obra de António Pinho Vargas para Coro a Capella.  Foi composta a pedido e dedicada a Paulo Lourenço, maestro do Coro Gulbenkian, na sequência do trabalho conjunto pouco antes em Magnificat (2013) e Requiem (2012).

Sobre o Magnificat Magnificat apresenta uma moldura que António Pinho Vargas incluiu, nas suas palavras, "para além dos seus números  habituais, um Introitus e um Exodus que introduzem e põem fim à peça com uma música similar entre si, mas diversa de todos os restantes andamentos envolve do ponto de vista formal toda a peça e apresenta talvez aquilo que Augusto M. Seabra descreveu há uns 12 anos como característico da música de António Pinho Vargas: "uma espécie de angústia de temor latente".

Neste Magnificat há dois percursos: aquele que assinala da exaltação de Maria, de 1 a 5 e a descrição da acção divina como projecto e acção de 6 a 9/10. Dir-se-ia, portanto, que há um percurso paralelo ao texto que encontra a  sua peripateia, a inversão da acção das tragédias gregas, no nº 7 Fecit Potentiam, no qual descrições da acção divina de certo modo próximas do carácter de muitas passagens do Antigo Testamento, tomam o lugar, em S. Lucas, do directo agradecimento de Maria a Deus.

Por isso, o Gloria de António Pinho Vargas, não é propriamente um Gloria. De acordo com o sua nota, "tem consigo uma interrogação poderosa da música. O Coro canta Gloria, mas a música interroga o que é dito e cantado pelo Coro em piano e pianíssimo".

Sobre o De Profundis Esta peça foi a quarta obra de António Pinho Vargas para Coro não considerando as duas primeira óperas que igualmente incluíam Coro. Mas foi a primeira para Coro a Capella.  Foi composta a pedido e dedicada a Paulo Lourenço, maestro do Coro Gulbenkian, na sequência do trabalho conjunto  pouco antes em Magnificat (2013) e Requiem (2012). Talvez por essa razão, a opção de António Pinho Vargas quanto ao tratamento do texto foi diversa das obras anteriores.

Em lugar de uma interpretação próxima significado do texto  António Pinho Vargas deu a primazia, certamente ao seu significado, mas igualmente às palavras e à sua divisão silábica de per se.

Foi este procedimento que permitiu dividir o todo em secções, várias vezes contrastantes e muitas vezes decorrentes diretamente da interpretação rítmica das suas primeiras palavras assim tornada marcantes, decisivas, no carácter da cada número, sempre entre dois pontos extremos: o da rapidez e o da lentidão, segundo as palavras de António Pinho Vargas.

É legítima uma tal abordagem, interroga-se? O compositor não teve dúvidas. Em obras desta natureza, com numerosos e ricos antecedentes musicais históricos, verifica-se neles uma grande diversidade de acordo com as várias common practices de cada época. 

Coube a António Pinho Vargas, como  afirma, "encontrar a sua própria maneira de as compor - como aliás sempre acontece - tentando desta vez produzir uma forma específica de “dizer” o texto e “do dizer” da obra."

 

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António Pinho Vargas


O CD Magnificat - De Profundis entrou para o Top 30, recebi hoje a informação da Warner. Cada coisa em seu lugar é mais do que certo e não há dúvidas sobre isso. Mesmo assim o improvável pode acontecer. 
APV
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