Samuel Bastos
A Da Capo esteve presente de 5 a 12 de Agosto no Festival de Salzburgo Verão 2013 e acompanhou uma série de concertos do Festival que começou a 19 de Julho, na terra natal de Mozart – Salzburgo.
O Festival de Salzburgo foi criado em 1877, foi interrompido em 1910 e voltou em 1918, após o fim da Primeira Guerra Mundial, sendo reinstituído por Hugo von Hofmannsthal, pelo compositor Richard Strauss, pelo director teatral Alfred Roller, pelo maestro Franz Schalk e pelo director do Teatro da Cidade de Salzburgo, Max Reinhardt.
O período de 1934 até 1937 foi uma época de muito prestígio para maestros como Arturo Toscanini e Bruno Walter. Porém, a popularidade do Festival sofreu um duro golpe quando a Áustria foi anexada à Alemanha em 1938, embora tenha permanecido em operação até ser temporariamente interrompido em 1943 devido à Segunda Guerra Mundial. Em 1945, depois do fim da guerra, o festival foi definitivamente reaberto.
Lentamente, foi recuperando a força e o fulgor até se afirmar como o principal Festival de Verão de Ópera, especialmente com as obras de Mozart.
Em 2006, comemorou o 250º Aniversário do nascimento de Mozart, com a encenação de todas as suas 22 óperas (incluindo as inacabadas), recebendo uma grande ovação. Todas as apresentações foram gravadas e vendidas ao público em Novembro do mesmo ano.
El Sistema em Salzburgo
O trabalho realizado pelo El Sistema tem chamado a atenção um pouco por todo o mundo. Este ano o projecto recebeu da Salzburg Mozarteum Foundation um convite especial para se apresentar no famoso Festival de Salzburgo.
Além de quatro concertos de Gustavo Dudamel com a Sinfónica Simón Bolívar, El Sistema apresentou inúmeras apresentações de outros grupos formados por músicos do programa de educação orquestral do projecto: Orquestra Jovem Teresa Carreño; Grupo Venezuelano de Metais; Coro Nacional Jovem Simón Bolívar; Orquestra Jovem de Caracas; Quarteto de Cordas Simón Bolívar; Coro de Manos Blancas e Orquestra Sinfónica Nacional Infantil da Venezuela.
Criada em 1975 pelo venezuelano José Abreu, a Orquestra Sinfónica Simón Bolívar é fruto de um admirável projecto pedagógico realizado pela Fundación del Estado para el Sistema Nacional de las Orquestas Juveniles e Infantiles de Venezuela (chamada informalmente El Sistema, “O Sistema”).
El Sistema tem actualmente dezenas de orquestras jovens e programas de prática instrumental espalhados por toda a Venezuela, abrangendo mais de 300 mil crianças e jovens, a maioria oriundo de meios com graves carências socioeconómicas.
5. Agosto
El Sistema, Quarteto de Cordas Simón Bolívar
Programa: Obras de Alberto Ginastera, J. Sebastian Bach, D. Schostakowitsch e Maurice Ravel.
1º Violino - Alejandro Carreño
2º Violino - Boris Suárez
Viola - Ismel Campos
Violoncelo - Aimon Mata
Com músicos oriundos da Orquestra "Simón Bolívar", do programa social "El Sistema", o Quarteto de Cordas foi fundado há sete anos e tem-se destacado no cenário internacional por trazer um certo “sabor latino” às interpretações e também por dar mais espaço à música erudita latino-americana.
Após terem imenso sucesso a nível internacional, gravaram um disco para a Deutsche Grammophon com obras de Ginastera, Dvořák e Shostakovich, tendo sido muito elogiados pela crítica.
“A música de câmara é o mundo mais profundo dentro da música”
“Estamos muito contentes pela oportunidade de representar o nosso país nesta cidade, neste festival e neste país através da música e do amor que lhe dedicamos. Gostamos de representar o nosso país da maneira que ele merece, que as pessoas vejam o carinho e dedicação que a Venezuela tem em relação à música e à sua realidade que são as pessoas e a sua arte”, diz o violinista Alejandro Carreño.
O Quarteto Simón Bolívar teve, desde sempre, o sonho de tocar neste festival, sonho esse que finalmente se tornou realidade: “um sonho que nos dá força para seguir em frente com mais responsabilidade, compromisso, amor, carinho e entrega. Estamos empenhados em apostar forte neste quarteto, explorar novas obras, temos muitas coisas a aprender pela música de câmara que, para mim, é o mundo mais profundo dentro da música, mais profundo até que a música sinfónica, solista. A música de câmara é ir à essência do que é a música”.
“trabalhar com José Abreu é uma bênção”
Para o violetista Ismel Campos, “trabalhar com José Abreu é uma bênção; é uma pessoa muito simples, acessível e aberto; é-lhe difícil dizer não, ouve e analisa sempre os nossos problemas e ideias”.
Outra figura de peso da Venezuela, Gustav Dudamel, é ainda mais familiar para Ismel: “crescemos juntos na Orquestra Nacional Infantil e depois fomos subindo nos escalões das orquestras. Para mim, é como se fosse um membro de família, é muito emocionante e maravilhoso. Fomos crescendo e evoluindo juntos e estamos todos muito felizes pelo sucesso que traz para o nosso país, para a nossa Orquestra e para o nosso Sistema. É o nosso grande embaixador da música no Mundo”.
6 Agosto - Orquestra da Rádio da Baviera
Direcção - Mariss Jansons
Genia Kuhmeier
Gerhild Ronberger
Coro da WDR
Programa: Segunda Sinfonia de Gustav Mahler
Desde a sua fundação em 1949, por Eugen Jochum, a Orquestra Sinfónica da Rádio da Baviera alcançou uma elevada qualidade artística, interpretando um vastíssimo repertório que se estende desde o século XVII até aos nossos dias. No âmbito da série "Música Viva", criada por Karl Amadeus Hartmann em 1945, dedicou-se também desde o seu início à música contemporânea. Os compositores Igor Stravinsky, Darius Milhaud, Paul Hindemith e, mais recentemente, Karlheinz Stockhausen, Mauricio Kagel e Luciano Berio, dirigiram as suas próprias composições.
A lista de maestros convidados poderia facilmente representar a "História da direcção de orquestra no século XX": Bernard Haitink, Günter Wand, Sir Georg Solti, Claudio Abbado, Seiji Ozawa e Riccardo Muti, para nomear apenas alguns. Manteve ainda uma estreita colaboração artística com Leonard Bernstein, tendo gravado com este maestro, pela primeira vez, Tristão e Isolda de Wagner.
A história da orquestra está intimamente ligada à dos seus maestros titulares: Eugen Jochum (1949 a 1960), seu fundador, consolidou a sua reputação internacional; Rafael Kubelik (1961 a 1979) ampliou o repertório, incluindo obras de compositores eslavos como Smetana, Janácek e Dvorák, divulgou obras de compositores do século XX, como Karl Amadeus Hartmann, e dirigiu o primeiro ciclo Mahler com uma orquestra alemã, incluindo a gravação. Sir Colin Davis (1983 a 1992) foi um reconhecido especialista de Berlioz e dos compositores ingleses mais recentes. O trabalho de Lorin Maazel (1993 a 2002), desenvolvido de forma eficiente e precisa, permitiu à orquestra alcançar um elevado nível técnico, que a colocou entre as melhores do mundo. Em Outubro de 2003, Mariss Jansons apresentou o seu concerto inaugural com o Coro e a Orquestra Rádio da Baviera, em Munique.
Para além da sua actividade concertística e discográfica, nesta e noutras cidades alemãs, a orquestra realiza extensas digressões e dedica-se à promoção de jovens músicos através da Academia da Orquestra Sinfónica da Rádio da Baviera.
“Tocar nesta orquestra e trabalhar com Mariss Janssons é muito especial”
Bart Jansen, percussionista, é Academista da Orquestra da Rádio da Baviera, desde Janeiro do ano passado: “tocar nesta orquestra e trabalhar com Mariss Janssons é muito especial porque ele tem tudo organizado nos ensaios e sabe exactamente o que quer. É fantástico e os músicos têm muita qualidade. A Academia é muito organizada, somos 16 Academistas e vivemos todos juntos; temos salas próprias para estudo, fazemos muita música de câmara; treino mental, psicológico (Mental Training) e temos aulas com os solistas da orquestra”.
Em Janeiro do próximo ano, Bart Jansen começa a trabalhar na ópera de Bruxelas. “Estou muito feliz por ter conseguido esse trabalho mas por outro lado triste por ter de deixar esta orquestra que tem pessoas fantásticas. Nunca senti um ambiente negativo nesta orquestra há muito respeito entre as pessoas, são sempre positivos”, diz.
“muita gente toca durante o dia mas não estuda”
A terminar o Mestrado, Bart Jansen explica como organiza o seu estudo: “nestes dois últimos anos estudava quatro a cinco horas por dia, não mais. Estudava muito concentrado e sabia exactamente o que estava a fazer, não toco notas sem qualquer sentido ou lógica”.
O segredo está na organização: “Os estudantes devem pensar muito bem como estudar, como eles gerem os seus estudos porque muita gente toca durante o dia mas não estuda. Ouvir bem o que estamos a fazer, por exemplo, ritmo, afinação, tempo e depois fazer música”.
Saber preparar uma audição é fundamental. “Para preparar uma audição de orquestra todas as obras têm de estar a cem por cento, depois temos de esquecer tudo e fazer música. Temos de dar um sentimento, uma intenção a cada obra. Esse para mim é o grande segredo para ganhar uma audição de orquestra”, conta.
7 Agosto - Falstaff de G.Verdi
Filarmonia Coro de Viena
Orquestra Filarmónica de Viena
Direcção: Zubin Mehta
“É a primeira vez que canto neste festival. É muito importante para qualquer cantor. Estou muito contente por ter estado aqui, parece que o público gostou e esperar voltar cá outra vez”, diz Ambrogio Maestri (Falstaff).
Uma ópera muito exigente para os intérpretes: “Representar o Falstaff é difícil, temos de cantar muito piano e muito forte. É muito exigente ao nível da voz e da representação. Falstaff é uma comédia, temos de senti-la através do texto e fazer uma ligação uma ligação directa com o público”.
Para os mais novos deixa um conselho: “Um jovem cantor deve esperar e ter muita paciência. Eu esperei o meu momento e, seguramente, todos terão o seu momento”.
Massimo Cavalletti (Ford) é um entusiasta de Salzburgo: “Já é a segunda vez que canto neste Festival, o ano passado cantei a La Boheme com Netrebko, Bekzla, Danielle Gatti etc. Estar em Salzburg é o auge da carreia para um cantor. Ter a oportunidade de cantar em grandes teatros é muito importante mas o Festival de Salzburg é o sonho, sobretudo quando associado aos 200 anos do nascimento de Verdi - estar aqui com Falstaff é um grande sonho, estou muito contente”.
Um grande sonho mas também muito exigente: “Representar o Ford é difícil, especialmente na cena do monólogo com Falstaff, tem de ser lírico e dramático em algumas cenas. Necessita de uma voz bastante rica, flexível nos agudos mas sempre com a leveza do legato. É muito difícil mas estou contente por tê-lo conseguido”.
Mais do estudar, um cantor tem de ser psicologicamente forte: “Um jovem cantor deve estudar muito mas tem de estar preparado para fazer uma vida séria de cantor lírico. Hoje é muito fácil chegar a um bom nível mas é muito difícil mantê-lo - há muitos cantores que têm boas oportunidades mas depois não resistem à pressão, ao stress e ao trabalho, não é fácil.
“uma carreira de resistência e não de velocidade
“Esta é minha primeira vez a fazer ópera neste festival, já estive antes mas não a fazer ópera. Fenton chega no melhor momento da minha carreira; estive nos últimos sete anos a trabalhar mais no repertório de Bel Canto. Com Fenton tenho a oportunidade de expandir mais a minha voz”, diz Javier Camarena, o Fenton da Falstaff.
Uma verdadeira obra-prima: “Esta ópera está bem escrita, é uma das melhores de Verdi, muito divertida, activa e, ao mesmo tempo, nostálgica. Creio que formamos uma equipa fantástica desde a cena até aos cantores, orquestra e maestro”.
Além do palco, um cantor deve ter também outras preocupações: “A carreira de cantor é uma carreira de resistência e não de velocidade. Temos de estar conscientes da nossa realidade como músicos, cantores, ter os pés bem assentes na terra, saber onde estamos situados e enfrentar batalhas com a segurança de que vamos sair vitoriosos. Não podemos jamais exigir mais das possibilidades técnicas e orgânicas da nossa voz. Temos de ter muita paciência, ambição mas controlada pela razão”.
9 Agosto - El Sistema, Coro de Manos Blancas
Direcção, Naybeth Garcia
O Coro de Manos Blancas integra o Programa de educação Especial do Sistema Nacional de Orquestras e Coros Juvenis e Infantis da Venezuela. Este programa foi criado em 1995 pelo Professor Jhonny Gomez com a ideia de integrar as pessoas com deficiência na sociedade através da música.
A educação musical destas crianças e jovens tem como base fundamental a expressão verbal, a prática instrumental e o movimento, sendo o objectivo prepará-los para que se integrem nas orquestras e coros, que toquem em ensembles e participem em grupos corais.
O Coro de Manos Blancas é o líder do Programa de Educação Especial. Foi criado em 1999 pela Professora Naibeth Garcia e contempla duas áreas: a gestual, indicada principalmente para crianças e jovens com deficiência auditiva que usam luvas brancas ou coloridas, dependendo da obra que interpretam; e oral, própria para crianças e jovens com deficiências visuais e cognitivas, com deficiência motora, dificuldades de aprendizagem e autismo, assim como para aqueles que, sem qualquer deficiência, dão exemplo do direito que todos temos de participar na sociedade.
A ideia é inserir milhares de venezuelanos que durante gerações foram segregados pela sociedade; para que reconquistem o direito que deveriam ter tido sempre à participação e igualdade de oportunidades.
“É a primeira vez que o Coro vem a este Festival, por isso estar aqui é muito significativo. Foi realizado um sonho numa cidade tão importante musicalmente como Salzburg, foi uma experiência maravilhosa”, diz Naybeth Garcia, directora artística do Coro de Manos Blancas.
“O facto de o Coro estar neste Festival significa que se estão a romper paradigmas. Devemos lutar e trabalhar em função de romper os esquemas, permitir que as pessoas com deficiências possam ser incluídas numa sociedade sem nenhum tabu e diferença. Este público recebeu-nos com muita admiração, isso não é fácil aqui porque é um público com muita tradição e muito exigente. Ter estado aqui foi um dos maiores êxitos de que já tivemos até agora”, acrescenta.
A música permite, assim, ultrapassar barreiras que pareciam impossíveis: “A música é um meio que pode quebrar tabus relacionadas com a sociedade (integração social); a música não diferencia, não categoriza”. E pode, por isso, ser um meio poderoso ao serviço da humanidade: “Se temos como convicção que o ser humano tem habilidades, potencialidades e debilidades devemos centrar-nos em crer no ser humano e trabalhar nesse potencial. Com isso se cria uma atmosfera, um clima de estar ao serviço das pessoas com deficiência ou estar ao serviço de jovens que desejam fazer música”.
Uma participação histórica, sobretudo para os músicos: “Para todos estes jovens ter estado aqui foi inesquecível; para cada um teve um significado especial e para o colectivo foi uma satisfação de o ter conseguido. Estamos todos muito satisfeitos e emocionados com esta experiência e desejamos voltar numa próxima oportunidade”.
11 Agosto - Rienzi de R.Wagner
Coro da Associação de Coros da Cidade de Viena
Gustav Mahler Jugend Orchester
Direcção - Philippe Jordan
É a terceira vez que a Gustav Mahler Jugend Orchester (GMJO) faz uma produção de ópera e este ano fê-lo em homenagem a Wagner, com a versão concerto da ópera Rienzi.
“Esta é a minha segunda vez neste Festival, isto é como o campeonato do mundo, os jogos olímpicos e o mundo da ópera ao mesmo tempo. Aqui estão os melhores músicos, cantores e maestros da actualidade, este público é muito exigente e espera sempre o melhor de nós. Para mim é uma honra partilhar o palco com artistas como J. Kaufamnn em Don Carlos e com estas orquestras fantásticas”, diz Benjamin Bernheim (Baroncelli).
E nada mais pertinente do que um especialista em ópera para dirigir a produção. Philippe Jordan é o director musical da Ópera Nacional de Paris e foi o maestro convidado para dirigir a Orquestra Mahler neste Verão. “Esta a segunda vez que dirijo neste Festival e estou muito contente por ter voltado a este grande Festival com esta ópera e esta orquestra”, diz.
“o espírito, o empenho, a energia e a dedicação da GMJO são essenciais para todas as orquestras”
A escolha desta produção não foi por acaso: “A Rienzi não é uma das principais ou famosas óperas de Wagner como Tristão Isolda ou Parsifal, mas com o nível desta orquestra de jovens, com a sua energia e paixão é o menu perfeito para a realização desta produção”.
O maestro da Ópera de Paris diz que quando dirige várias orquestras profissionais encontra muitos ex-membros da GMJO e sente da parte deles “uma proximidade e grande carinho pela orquestra”. Diz ainda que “o espírito, o empenho, a energia e a dedicação da GMJO são essenciais para todas as orquestras”. Para Philippe Jordan esta orquestra “é como uma família”.
“não existe uma maneira de aprender direcção de orquestra”
Aos jovens que estudam direcção de orquestra recomenda “o caminho tradicional de estudo de direcção, começar com ópera e, se possível, dominar bem o teclado/piano”. Acha que “não existe uma maneira de aprender direcção de orquestra como, por exemplo, um clarinete, violino, piano, que podemos todos os dias”.
Concertino da orquestra,Yulia Kopilova é russa e tem 23 anos. Esta é a segunda digressão com a GMJO mas a primeira como concertino: “há uma grande diferença em ser mais um violino e ser a concertino de uma grande orquestra, é outro tipo de trabalho, muita mais responsabilidade, temos de estar atentos a muitos detalhes”.
Para Yulia tocar muitas horas de Wagner não é um problema: “se gostamos da obra e da música e se temos um grande maestro que nos transmite muita energia é tudo mais simples, podemos relaxar e disfrutar de toda a ópera”.
“Adoro esta orquestra! Com certeza que vou voltar nas proximas digressões”.
Álvaro Gallego, violetista, já está na quinta digressão: “venho de outra geração da GMJO e com as mudanças que se fazem na orquestra durante os diferentes anos é sempre difícil encontrar um som próprio mas, à medida que vão passando os dias, é impressionante como começamos a construir um grupo fantástico de jovens músicos”.
O Festival de Salzburgo não é, com efeito, novidade: “Já estive no Festival de Salzburg quatro vezes. É um privilégio coincidir com as grandes orquestras e solistas mundiais. O alojamento, os transportes e alimentação são excelentes, não nos podemos queixar, somos uns privilegiados”.
Um privilégio que recomenda a todos os jovens músicos: “para mim é a melhor orquestra de jovens do mundo, está ao mesmo nível de muitas orquestras de topo profissionais. Tem mais coisas positivas que negativas. É um mês da nossa vida a fazer música e conhecer pessoas fantásticas. Fazer música com amigos é o melhor, em muitas orquestras profissionais isso não acontece”.