Da Capo
O LAN Trio, formado por Mário Laginha, Julian Argüelles e Helge Andreas Norbakken, lançou, a 11 de setembro, Chamas, o terceiro álbum de estúdio do grupo. Com nove improvisações coletivas e quatro temas compostos, o novo trabalho cruza composição, criação espontânea e pós-produção.
Depois de Setembro, editado em 2017, e Atlântico, lançado em 2020, o trio regressa com um disco maioritariamente improvisado. Chamas reúne duas novas composições de Mário Laginha — “Trilho Comum” e “Passos na Sombra” — e duas de Julian Argüelles: um novo arranjo de “Para Percy”, incluída originalmente em Doublespeak, e o tema inédito “Another Simple Question”.
Laginha assina os inéditos “Trilho Comum” e “Passos na Sombra”, enquanto Argüelles contribui com “Another Simple Question” e um novo arranjo de “Para Percy”, tema incluído em “Doublespeak”, de 2024.
A criação espontânea mantém espaço para a melodia, a harmonia e o groove. Nas notas que acompanham o álbum, João Esteves da Silva salienta a coerência formal de “Fritillary” e a componente rítmica de “Derivation”, duas peças que ilustram essa abordagem. Em “Vanishing Point”, faixa que encerra o disco, a improvisação inicial foi trabalhada em pós-produção, com a adição de novas camadas sonoras.
O título “Chamas” remete para o fogo, mas também para os tons alaranjados e os movimentos de uma fritilária, nome que designa tanto uma planta como uma borboleta. Estas imagens de movimento e delicadeza acompanham um disco que aprofunda o diálogo entre os três músicos e explora as fronteiras entre o composto e o improvisado.