24 de março, às 19h30, na Casa da Música
Data e Local
24 de março, às 19h30, na Casa da Música
Organização
BEYRA
MAIS INFORMAÇÕES
https://casadamusica.com/event/a-cidade-celeste/?selected_session=43904
PROGRAMAÇÃO
A temporada de 2026 do BEYRA Laboratório Artístico inicia-se com um gesto claro de afirmação: uma residência artística na Casa da Música, no Porto, que culmina no concerto A Cidade Celeste, a 24 de março, na Sala Suggia. Mais do que um ponto de partida, este momento sintetiza aquilo que tem definido o projeto — o cruzamento entre formação, criação contemporânea e circulação artística a partir da Beira Interior.
Sob direção musical de Pedro Neves, o concerto reúne o Remix Ensemble Casa da Música e o Ensemble Orquestral da Beira Interior (EOBI), num encontro que junta diferentes gerações e contextos de prática musical. Entre os solistas, destacam-se o violoncelista Filipe Quaresma e o pianista Jonathan Ayerst, num programa que equilibra repertório recente e criação atual.
A par de obras de Luís Tinoco, Carlos Azevedo e Olivier Messiaen, o concerto apresenta a estreia absoluta de Tríptico – 3 miniaturas, uma criação conjunta de Carlos Caires, Pedro Lima e Sara Ross. Esta dimensão de estreia não surge como elemento isolado, mas como reflexo de um trabalho contínuo de encomenda e promoção de nova música portuguesa.
O programa será apresentado novamente no dia seguinte, 25 de março, no Teatro Municipal da Covilhã. Este regresso ao território de origem não é apenas simbólico: reforça a lógica de circulação que tem sido central ao BEYRA, aproximando contextos culturais distintos e criando pontes entre centros urbanos e regiões do interior.
Música de câmara e proximidade
Ao longo do ano, a programação desenvolve-se através do ciclo Aqui à BEYRA, dedicado à música de câmara e à relação direta com diferentes públicos. Distribuído por espaços culturais da Covilhã e do Fundão, o ciclo aposta numa diversidade de formações — da harpa à voz, passando por cordas, oboé e piano — e inclui a participação de agrupamentos como o Cecilia Quartet e o KODU Percussion Group, ambos distinguidos no Prémio Jovens Músicos.
Mais do que apresentar concertos, este ciclo propõe um modelo de proximidade, onde a escala íntima da música de câmara favorece a escuta e o contacto direto entre intérpretes e comunidades.
Um ensemble em afirmação
Entre os momentos centrais da temporada destaca-se ainda a interpretação da Sinfonia n.º 1 “Titã” de Gustav Mahler, em maio, pelo Ensemble Orquestral da Beira Interior — um desafio significativo para um agrupamento jovem, que evidencia o seu crescimento artístico e ambição.
Já em dezembro, o concerto Ecos de Futuro, dirigido por Peter Rundel, volta a colocar o foco na criação contemporânea, contando novamente com Filipe Quaresma, agora ao lado do acordeonista João Barradas.
No centro de toda a atividade está o próprio ensemble, constituído por 18 músicos entre os 18 e os 27 anos, selecionados através de audições bienais. Longe de funcionar como uma orquestra juvenil convencional, o EOBI assume-se como um espaço de exigência artística, onde cada instrumentista desempenha um papel solístico e de elevada responsabilidade musical.
Da Beira Interior para o mundo
Em 2026, o BEYRA reforça também a sua presença internacional com participação na Classical:NEXT, em Budapeste, um dos principais encontros globais dedicados à música clássica e à criação contemporânea. Esta presença confirma a crescente visibilidade do projeto fora de Portugal e a sua capacidade de dialogar com redes internacionais.
Entre o território e a circulação, entre a formação e a criação, o BEYRA Laboratório Artístico consolida, assim, um percurso singular no panorama musical português — afirmando-se como um espaço onde novas gerações de músicos encontram não apenas oportunidade, mas também exigência e visão artística.
PROGRAMA
MARÇO
A Cidade Celeste
Remix Ensemble Casa da Música
Ensemble Orquestral da Beira Interior
Pedro Neves, direção musical
Filipe Quaresma, violoncelo
Jonathan Ayerst, piano
24 março, 19h30, Sala Suggia – Casa da Música, Porto
25 março, 21h30, Teatro Municipal da Covilhã
Aqui à BEYRA
Victória Aguiar, harpa
28 março, 18h – Museu dos Lanifícios, Covilhã
Duo Semperflorens
29 março, 18h - Igreja Matriz do Fundão
ABRIL
Aqui à BEYRA
Hugo Santos Quintet
17 abril, 18h30 - Casino Fundanense
18 abril, 18h30 – Museu dos Lanifícios, Covilhã
MAIO
Aqui à BEYRA
Tiago Anjinho, violoncelo, Isolda Lidegran, violino
15 maio, 18h30 - Capela da Misericórdia, Fundão
16 maio, 18h – Museu dos Lanifícios, Covilhã
Mahler, Sinfonia nº 1, “Titã” – Ensemble Oruqestral da Beira Interior
Bruno Borralhinho, direção musical
29 maio, 21h30 – Teatro Municipal da Covilhã
OUTUBRO
Aqui à BEYRA
Cecilia Quartet
1 outubro, 18h30 - Casino Fundanense, Fundão
3 outubro, 18h – Museu dos Lanifícios, Covilhã
NOVEMBRO
Aqui à BEYRA
Ana González, oboé, António Figueiredo, piano
6 novembro, 18h30 - Casino Fundanense, Fundão
7 novembro, 18h – Teatro Municipal da Covilhã, Foyer
KODU Percussion Group
20 novembro, 18h30 - Casino Fundanense, Fundão
21 novembro, 18h – Museu dos Lanifícios, Covilhã
DEZEMBRO
Ecos de Futuro
Ensemble Orquestral da Beira Interior
Peter Rundel, direção musical
Filipe Quaresma, violoncelo
João Barradas, acordeão
12 dezembro, 18h - Igreja Matriz do Fundão
13 dezembro, 18h - Teatro Municipal da Covilhã