Concertos para piano de Bomtempo em digressão internacional

Bernardo Santos e Rui Miguel Marques levam os concertos para piano de Bomtempo à Bulgária, Hungria, Turquia, Egipto e Brasil.

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Da Capo

  • Bernardo Santos
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  • Rui Miguel Marques
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Bernardo Santos, pianista, e Rui Miguel Marques, maestro, apresentam uma digressão internacional dedicada à música de João Domingos Bomtempo. O projeto, apoiado pela Direção-Geral das Artes, levará, ao longo deste ano, a integral dos quatro concertos para piano e orquestra do compositor português a vários palcos internacionais, com a apresentação de um concerto diferente em cada país, num total de quatro países estrangeiros. A escolha recaiu sobre os quatro primeiros concertos para piano de Bomtempo, tendo sido excluído o quinto concerto, uma vez que a partitura atualmente disponível resulta de uma reconstrução e não corresponde integralmente ao manuscrito original.

 

Apesar da crescente valorização da obra de Bomtempo no panorama musical português, raramente os seus concertos para piano são apresentados de forma sistemática, sendo ainda mais raro que uma dupla de maestro e solista portugueses apresente a integral destas obras em contexto internacional.

 

A digressão teve início no passado dia 25 de fevereiro de 2026, com a Orquestra Filarmónica de Pleven, na cidade de Pleven, na Katya Popova Hall, na Bulgária, com a interpretação do Concerto n.º 4 para Piano e Orquestra.

 

O Concerto n.º 2 será apresentado numa extensa digressão no Brasil, com várias orquestras e salas de concerto:

4 de junho – Orquestra Sinfónica do Teatro Nacional Claudio Santoro, no Teatro Nacional Claudio Santoro, em Brasília;

16 de junho – Orquestra de Câmara do Amazonas, no Teatro Amazonas, em Manaus;

25 de junho – Orquestra Sinfónica da UNIRIO, na Sala Cecília Meireles, no Rio de Janeiro;

28 de junho – Orquestra Jovem Vale Música, no Arte Doce Hall, em Belém;

8 de julho – Orquestra Sinfónica de Minas Gerais, no Palácio das Artes, em Belo Horizonte.

 

No dia 19 de setembro, o Concerto n.º 3 será apresentado no Egipto, com a Orquestra Sinfónica do Cairo, na cidade de Cairo, Egipto. A mesma obra deverá também ser interpretada em Izmir, na Turquia, na abertura da temporada da Orquestra Sinfónica da Universidade de Yaşar, encontrando-se ainda a aguardar confirmação de data.

 

O ciclo ficará completo com a apresentação do Concerto n.º 1 na Hungria, com a Orquestra Sinfónica de Kecskemét, em data ainda a anunciar.

 

Paralelamente à digressão internacional, está também previsto um projeto de circulação e gravação em Portugal dedicado ao Concerto n.º 2 para piano e orquestra e à Sinfonia n.º 2 de Bomtempo. A iniciativa será realizada em parceria com a Associação à Corda, cuja orquestra, sediada em Coimbra, participa regularmente em festivais nacionais organizados pela associação.

 

O concerto está marcado para 31 de julho de 2026, na Casa das Artes de Miranda do Corvo, seguindo-se as sessões de gravação nos dias 1 e 2 de agosto no Convento São Francisco, em Coimbra. A gravação será realizada para a editora Da Vinci Publishing.

 

 
 

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