Da Capo
O trombonista português Miguel Gonçalves, natural de Vila Franca de Xira, estreou-se, no início deste mês (março), com a prestigiada Orquestra Filarmónica de Berlim, sob a direção do maestro Daniel Harding. Com apenas 19 anos, o jovem músico torna-se um dos mais jovens portugueses de sempre a colaborar com aquela que é considerada uma das melhores orquestras do mundo.
Para Miguel Gonçalves, a experiência representou um momento marcante no início da sua carreira internacional. “Aos 19 anos, estar diante da Filarmónica de Berlim é uma experiência que nos obriga a crescer anos em apenas alguns compassos. Honestamente, o que mais me marcou foi o voto de confiança que depositaram em mim”, afirma. O músico sublinha também o peso simbólico de integrar uma instituição com uma história tão relevante no panorama musical: “Percebi que não estava apenas a tocar, mas a integrar uma tradição sonora imensa”.
Apesar da dimensão do feito, Miguel Gonçalves encara este momento com humildade: “Não vejo isto como um troféu, mas como um excelente ponto de partida na minha carreira. O meu compromisso com a música é para a vida toda, por isso trabalho todos os dias para que este tenha sido apenas o primeiro de muitos concertos em grandes palcos”.
Miguel Gonçalves
Miguel Gonçalves nasceu em Vila Franca de Xira, no seio de uma família de músicos do Ribatejo. Iniciou os estudos com 6 anos no Ateneu Artístico Vilafranquense onde começou a aprender Piano e Trombone. Depois ingressou no Conservatório Regional Silva Marques e mais tarde na Escola Profissional Metropolitana na classe do professor Reinaldo Guerreiro.
A sua evolução técnica e artística tem sido consolidada através do contato com as maiores referências mundiais do instrumento. Participou em classes de aperfeiçoamento com solistas de renome como Joseph Alessi, Sebastiaan Kemner, Vicent Climent, Angelos Kritikos, Jürgen Oswald, Stefan Schulz, Thomas Leyendecker, Fabrice Millischer, João Martinho, Jonathon Ramsay e Filipe Alves.
Colaborou com diversas formações nacionais e internacionais como a Orquestra Sinfónica Juvenil, Jovem Orquestra Portuguesa, Berliner Symphoniker, Trombones Unlimited, entre outras.
Com apenas 16 anos, ganhou a prova para recorço titular da Orquestra Gulbenkian.
Prosseguiu os estudos na Universität der Künste Berlin (Universidade das Artes de Berlim) na Licenciatura em instrumento de Orquestra, na classe do professor Stefan Schulz (Trombone Baixo na Berliner Philarmoniker).
Com apenas 19 anos foi convidado para participar como reforço, num programa com a prestigiada Orquestra Filarmónica de Berlim (Berliner Philharmoniker) num programa dirigido pelo conceituado maestro Daniel Harding.
Tem trabalhado com diversos maestros como Miguel Sepúlveda, Mário Venzago, Karl Heinz Steffens, Simon Rattle e Daniel Harding.