Festival de Ópera de Óbidos

Uma “Cinderela” contemporânea para ver e refletir

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Da Capo

  • Cinderela
  • Carla Caramujo
  • Cláudia Ribas
  • João Terleira
  • Julia Jones
  • Luís Rodrigues
  • Mariana Sousa
  • Pedro Ribeiro
  • Tiago Amado Gomes
  • Tiago Matos

A ópera de Rossini sobe ao palco do Convento de São Miguel das Gaeiras nos dias 11 e 13 de setembro, numa encenação de Pedro Ribeiro com direção musical de Julia Jones.

 

 

O Festival de Ópera de Óbidos apresenta, nos dias 11 e 13 de setembro, A Cinderela, ou o Triunfo da Bondade, de Gioachino Rossini, numa nova produção que transporta a conhecida história para a contemporaneidade.

 

Com encenação de Pedro Ribeiro e direção musical da maestra britânica Julia Jones, a produção integra a edição de 2026 do festival, este ano subordinada ao tema “Luz e Trevas”.

 

“A nossa Cinderela vive em 2026”, explica Pedro Ribeiro. Para o encenador, a permanência da história ao longo do tempo está ligada à figura de “alguém que ninguém vê”: alguém que “trabalha, serve, é humilhado, colocado ‘num canto’, mas que conserva aquilo que outros perderam: a capacidade de compreender o outro”.

 

 

“Em Cenerentola, a luz é a possibilidade de transformação"

 

Estreada em Roma em 1817, La Cenerentola, com libreto de Jacopo Ferretti, afasta-se de alguns dos elementos mágicos associados ao conto de Cinderela. A fada madrinha é substituída pelo filósofo Alidoro e, em vez do célebre sapato de cristal, é uma pulseira que permite reconhecer Angelina, a Cinderela de Rossini.

 

A encenação de Pedro Ribeiro parte desta dimensão humana da obra para abordar questões como as aparências, o poder, a humilhação e a possibilidade de transformação.

 

Para a diretora artística do Festival de Ópera de Óbidos, Carla Caramujo, a obra estabelece uma relação direta com o tema escolhido para esta edição. “Em Cenerentola, a luz é a possibilidade de transformação, o instante em que alguém deixa de ser invisível”, afirma.

 

O “triunfo da bondade” que dá título à versão portuguesa assume também um lugar central na leitura proposta pela produção. A capacidade de Angelina para não responder à injustiça com vingança coloca no centro da ópera uma questão que a encenação procura trazer para o presente: perante a possibilidade de retribuir o mal recebido, que escolha fazemos?

 

 

Julia Jones dirige a Orquestra das Beiras

 

A direção musical da produção está entregue a Julia Jones, maestra britânica com uma carreira desenvolvida em várias casas de ópera europeias, entre as quais a Royal Opera House, Covent Garden, a Oper Frankfurt, a Den Norske Opera & Ballett e a Royal Danish Opera.

 

À frente da Orquestra das Beiras, Julia Jones dirige um elenco de sete solistas portugueses: Cláudia Ribas, João Terleira, Tiago Matos, Luís Rodrigues, Tiago Amado Gomes, Sofia Marafona e Mariana Sousa.

 

A Cinderela, ou o Triunfo da Bondade, sobe ao palco do Convento de São Miguel das Gaeiras, em Óbidos, no dia 11 de setembro, às 20h00, e no dia 13 de setembro, às 18h00.

 

A primeira récita é antecedida, às 19h00, por “A Cappella – Breves palavras”, uma conversa de preparação para o espetáculo.

 

Os bilhetes encontram-se à venda através da Blueticket, no Convento de São Miguel das Gaeiras, na ABA – Banda de Alcobaça Associação de Artes e nos locais habituais.

 

O Festival de Ópera de Óbidos é uma iniciativa da ABA – Banda de Alcobaça Associação de Artes, em parceria estratégica com a Câmara Municipal de Óbidos.

 

 

https://festivaloperaobidos.pt/

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