Da Capo
A ópera de Gluck sobe ao palco do Convento de São Miguel das Gaeiras nos dias 19 e 20 de setembro, encerrando a edição de 2026 do Festival de Ópera de Óbidos. Luisa Francesconi e Ana Quintans protagonizam uma produção encenada por Carlos Antunes, com direção musical de Pedro Carneiro.
O Festival de Ópera de Óbidos encerra a edição de 2026 com Orfeo ed Euridice, de Christoph Willibald Gluck, numa nova produção que reúne a mezzo-soprano brasileira Luisa Francesconi e a soprano portuguesa Ana Quintans nos principais papéis.
Com apresentações marcadas para 19 e 20 de setembro, no Convento de São Miguel das Gaeiras, a ópera em três atos, sobre libreto de Ranieri de’ Calzabigi, insere-se no tema «Luz e Trevas», escolhido pelo festival para a edição deste ano.
Baseada no mito grego de Orfeu, a obra acompanha a descida do músico ao mundo dos mortos numa tentativa de recuperar Eurídice. Estreada em Viena, em 1762, Orfeo ed Euridice ocupa um lugar determinante na história da ópera e no processo de reforma desenvolvido por Gluck, que procurou uma relação mais direta entre música, texto e ação dramática.
Nesta produção, Carlos Antunes assina a encenação e a cenografia, articulando solistas, coro, orquestra e dança com uma componente visual baseada no vídeo. A coreografia é de Teresa Simas e envolve um corpo de dez bailarinos, enquanto os figurinos são assinados por José António Tenente.
Luisa Francesconi e Ana Quintans nos papéis principais
Orfeu será interpretado por Luisa Francesconi. Com mais de 25 anos de carreira, a mezzo-soprano brasileira tem desenvolvido atividade em teatros de ópera europeus e sul-americanos e interpretou mais de cinquenta papéis, entre os quais Carmen, Cenerentola, Rosina e Isabella.
Ana Quintans assume o papel de Eurídice. Formada na Escola de Música do Conservatório Nacional, em Lisboa, e no Flanders Operastudio, em Gante, a soprano portuguesa tem desenvolvido uma carreira internacional particularmente ligada à música antiga e ao repertório operático.
Entre os papéis que interpretou encontram-se Alceste, de Gluck, L’incoronazione di Poppea, de Monteverdi, e Dido, em Dido and Aeneas, de Purcell. A sua carreira levou-a a palcos e festivais como a Opéra Comique, em Paris, o Festival d’Aix-en-Provence, Glyndebourne, o Teatro Real de Madrid e o Teatro alla Scala, em Milão.
O elenco completa-se com a soprano Joana Santos no papel de Amore. Atualmente a frequentar o mestrado em Ópera na Hochschule für Musik und Tanz Köln, a cantora regressa ao Festival de Ópera de Óbidos depois de, em 2025, ter interpretado a Princesa em L’Enfant et les Sortilèges, de Ravel.
A componente coral está entregue ao Coro Voces Cælestes, que representa as diferentes figuras encontradas ao longo da viagem de Orfeu, das fúrias e espectros do mundo infernal às personagens dos Campos Elísios.
Orquestra de Câmara Portuguesa, sob direção musical de Pedro Carneiro
Orfeo ed Euridice apresenta-se no sábado, 19 de setembro, às 20h00, e no domingo, 20 de setembro, às 18h00. A primeira récita será antecedida, às 19h00, por «A Cappella – Breves palavras», uma conversa de preparação para o espetáculo.
Os bilhetes encontram-se à venda através da Blueticket, no Convento de São Miguel das Gaeiras, na ABA – Banda de Alcobaça Associação de Artes e nos restantes pontos de venda habituais.
O Festival de Ópera de Óbidos é uma iniciativa da ABA – Banda de Alcobaça Associação de Artes, em parceria com a Câmara Municipal de Óbidos. A edição de 2026 conta com o Alto Patrocínio do Presidente da República e com apoios públicos, institucionais e de mecenato.